A executiva Anadege Freitas assumiu recentemente o cargo de diretora-geral da Kings League no Brasil, modalidade de futebol alternativa idealizada pelo ex-jogador espanhol Gerard Piqué. Com passagens por empresas de grande porte focadas em entretenimento digital e mercado de games, como Activision Blizzard e a plataforma Twitch, ela enxerga no país um terreno altamente fértil para o crescimento do projeto esportivo.
A Kings League se diferencia do futebol tradicional ao propor partidas mais dinâmicas, divididas em dois tempos de 20 minutos cada, e com forte apelo interativo voltado para o público jovem. Para a diretora-geral, a presença cada vez maior de mulheres em posições de liderança dentro da modalidade — que conta com 55% de seu comando composto por executivas — funciona como um motor estratégico para atrair novos públicos e fortalecer a comunidade.
Questionada sobre a relação com a Geração Z, Anadege destaca que o grande diferencial das novas ligas em comparação à mídia tradicional é a interatividade profunda. Segundo a executiva, os jovens não desejam apenas consumir conteúdo de forma passiva, mas sim fazer parte dele, apreciando a velocidade das partidas e a oportunidade de desafiar modelos convencionais de entretenimento.
Entre as frentes de atuação prioritárias para consolidar o negócio no Brasil, a diretora aponta a expansão da audiência, que já registra crescimentos expressivos superiores a 20% em regiões como o Nordeste. Além disso, o fortalecimento das conexões entre os times e o ecossistema de presidentes é visto como um passo fundamental para atrair novas parcerias comerciais e marcas tradicionais.
Outro plano em pauta para o futuro próximo é a chegada da Queens League, a versão feminina da competição, acompanhando a expansão do futebol de mulheres no país. A estratégia também visa aproximar empresas de setores fora do nicho digital, oferecendo oportunidades para que marcas conversem diretamente com o público jovem sem recorrer apenas a interrupções publicitárias tradicionais.
Por fim, a respeito do cenário regulatório das apostas esportivas no Brasil, Anadege pondera que a mudança na legislação representa um fator relevante para toda a cadeia do esporte. A diretora afirma que a organização acompanha atentamente os desdobramentos e eventuais impactos da suspensão para operar em total conformidade com as novas regras estabelecidas no país.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
