Escolher um cristal em feiras e lojas especializadas pode ser um desafio para quem tem pouco conhecimento sobre o assunto. Além das simbologias esotéricas atribuídas a cada peça, o mercado muitas vezes comercializa pedras tingidas e materiais produzidos em laboratório como se fossem minerais totalmente naturais.
Renan Moraes Veron, conhecido como Bruxo Ryan, aponta que uma ferramenta simples e acessível pode ajudar a identificar algumas alterações: a lanterna do celular. Ao testar uma ágata tingida de verde, que facilmente seria confundida com um quartzo-verde, a luz revela que a pedra perde a coloração e se torna marrom.
Outro exemplo mencionado é a pedra da lua. Ryan compara uma peça de brilho intenso, fabricada de forma artificial, com uma pedra da lua natural, cuja aparência visual é muito mais discreta. Para ele, a verdadeira gema não apresenta aquele brilho excessivo comercializado em algumas imitações.
Além de verificar a autenticidade, o especialista recomenda atenção à procedência dos minerais. A escolha deve considerar o caminho que a peça percorreu até chegar ao consumidor, tendo em vista os riscos de extração irregular, danos ambientais severos e até mesmo a exploração de trabalho escravo na cadeia produtiva.
No âmbito das crenças, a procura pelos cristais costuma estar associada a propriedades esotéricas e tradicionais. Entre as pedras destacadas está o olho de tigre, ligado à proteção e à autoconfiança, frequentemente utilizado por pessoas que precisam discursar ou falar em público para atrair a atenção alheia.
Outros minerais citados incluem a vassoura de bruxa e a turmalina negra, buscadas para limpeza e proteção energética, além da obsidiana negra, associada ao inconsciente, ancestralidade e a rituais de adivinhação. Contudo, vale ressaltar que tais efeitos fazem parte de práticas espirituais e não possuem comprovação científica.
Fonte: www.campograndenews.com.br
