A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na manhã desta terça-feira (6), uma operação voltada a desarticular um esquema de supostas fraudes e desvios de recursos públicos no âmbito da administração municipal de Rio Branco do Ivaí. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos municípios de Rio Branco do Ivaí e Grandes Rios, com o objetivo de colher provas materiais que sustentem o avanço das apurações criminais.
De acordo com as autoridades policiais, a investigação concentra-se em crimes de peculato-desvio, falsidade ideológica e associação criminosa. Os ilícitos estariam diretamente relacionados ao fornecimento e controle de combustíveis destinados aos maquinários e veículos da frota oficial da Prefeitura de Rio Branco do Ivaí.
Durante a execução das diligências judiciais, os agentes civis apreenderam diversos aparelhos celulares e documentos impressos. Todo o material recolhido será submetido a exames de perícia técnica para subsidiar os próximos passos do inquérito policial e determinar a extensão exata dos prejuízos aos cofres públicos.
As apurações preliminares revelaram a existência de fraudes sistemáticas na emissão de cupons de abastecimento vinculados aos veículos públicos. Conforme o levantamento da polícia, os registros de compra de combustível seguiam sendo gerados mesmo para maquinários e automóveis oficiais que se encontravam parados, inoperantes, sob manutenção mecânica ou até mesmo situados em outras cidades.
Um dos pontos cruciais do esquema desvendado era a falsificação sistemática de assinaturas de motoristas e servidores públicos municipais nos cupons fiscais. Essa prática ilícita servia para conferir uma aparente legalidade formal aos gastos e ocultar o desvio sistemático do material.
O delegado responsável pelas investigações, Bruno Delfino Sentone, detalhou que o cruzamento de dados realizado pela equipe policial revelou inconsistências físicas gritantes. Segundo a autoridade, foram encontrados registros de abastecimento para múltiplos veículos pesados em intervalos de poucos minutos, o que comprova a impossibilidade física de operação ou deslocamento simultâneo das máquinas pelo mesmo condutor.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam em andamento e apela à colaboração da população. Denúncias que possam auxiliar na elucidação completa do caso e na identificação de outros possíveis envolvidos podem ser repassadas, com garantia de sigilo, ao Núcleo de Londrina do Departamento Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), por meio do WhatsApp (43) 3343-2251 ou do e-mail [email protected].
Fonte: tnonline.uol.com.br
