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Apontada como chefe de esquema, ex-presidente da Santa Casa e mais 6 viram réus

Sete pessoas se tornaram rés por esquema de corrupção na Santa Casa de Campo Grande, incluindo a ex-presidente Alir Terra Lima, apontada como chefe da organização criminosa que teria desviado recursos do SUS.

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Apontada como chefe de esquema, ex-presidente da Santa Casa e mais 6 viram réus

A Justiça de Mato Grosso do Sul aceitou a denúncia apresentada no âmbito da Operação Antidotum, transformando sete pessoas em réus por um esquema de corrupção investigado na Santa Casa, o maior hospital do estado. A decisão foi proferida pelo juiz da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, Waldir Peixoto Barbosa. Entre os acusados estão a ex-presidente da instituição, Alir Terra Lima, que havia renunciado ao cargo após ser presa, e o ex-vice-presidente Jary de Carvalho e Castro.

De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o esquema girava em torno de um contrato firmado com a empresa Redvalue Tecnologia, Administração e Serviços Ltda para a digitalização de prontuários. As investigações apontam que a contratação resultou no desvio de cerca de R$ 1,97 milhão por serviços que não teriam sido executados. O magistrado determinou que os réus tenham o prazo de 10 dias para apresentar resposta à acusação formalizada pelo órgão ministerial.

A lista de denunciados inclui ainda Rinaldo Hakme Romano, ex-diretor de Finanças; Alessandro Dias Junqueira, diretor administrativo; Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa, diretor-adjunto de Finanças; Monique Gregório de Oliveira, responsável pelo setor de prontuários; e Maurício Aparecido Benites, empresário ligado à Redvalue Tecnologia. Cada um deles responde por diferentes combinações de crimes, que incluem organização criminosa, peculato, falsidade ideológica e corrupção passiva ou ativa.

O Ministério Público apontou uma divisão estruturada de tarefas entre os envolvidos. Segundo a promotoria, Alir Terra Lima exercia a chefia do esquema, controlando as contratações e detendo a palavra final nas decisões centrais. Já Jary de Carvalho e Castro teria atuado de forma fundamental para priorizar os pagamentos à empresa contratada, mesmo sem a devida prestação dos serviços. Outros diretores e funcionários gerenciavam a parte administrativa, fiscalização fictícia e emissão de documentos para acobertar as irregularidades.

Os recursos alvos do esquema tinham origem pública, oriundos de um convênio celebrado entre a Prefeitura de Campo Grande, a Secretaria Estadual de Saúde e a Associação Beneficente Santa Casa para custear despesas hospitalares por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério Público requer a condenação dos réus à perda de bens e cargos públicos, além de uma reparação mínima e indenização por danos morais coletivos que totalizam valores milionários.

As defesas dos citados já começaram a se manifestar sobre as acusações. O advogado de Alir Terra Lima argumenta que ela foi denunciada exclusivamente por ocupar a presidência e que os atos foram praticados em conjunto com a diretoria, sem envolvimento em corrupção. A defesa de Maurício Aparecido Benites classificou as alegações do Ministério Público como inverídicas, sustentando que a entidade é privada e que o empresário será absolvido no mérito da ação penal.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano