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Briga entre cães: sinais de alerta e cuidados que hotéis e creches devem ter

Veterinária explica indicadores de tensão, divisão de grupos e como agir com segurança durante conflitos em hotéis e creches para pets.

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Briga entre cães: sinais de alerta e cuidados que hotéis e creches devem ter

Brincadeira, correria e interação fazem parte da rotina de muitos cães em hotéis e creches para animais de estimação. No entanto, entre uma perseguição e outra, situações de tensão podem surgir e exigir atenção rigorosa de quem está cuidando dos bichinhos. Identificar esses sinais de alerta antes que o conflito efetivamente aconteça faz toda a diferença para evitar ferimentos graves.

O assunto ganhou ampla repercussão após casos de agressão a cães em um hotel localizado em Bonito. Diante disso, a médica veterinária comportamentalista, adestradora e zootecnista Marcela Barbieri explicou que o comportamento dos cães precisa ser observado muito antes de qualquer briga. Segundo a especialista, nem sempre o primeiro sinal de desconforto é um rosnado.

O animal pode demonstrar que está incomodado de maneira bastante discreta. Entre os indicadores estão desviar o olhar, virar a cabeça, lamber os lábios, bocejar fora de contexto, colocar as orelhas para trás, abaixar o corpo, tentar se afastar ou procurar rotas de fuga. Em situações de maior tensão, surgem comportamentos como corpo rígido, olhar fixo, perseguição insistente e encurralamento.

A especialista reforça que a separação de grupos não deve considerar apenas o porte físico dos animais. Embora a diferença de tamanho seja um fator importante de gerenciamento de risco, dois cães do mesmo porte podem ser completamente incompatíveis. O correto é combinar porte, perfil comportamental, estilo de brincadeira, nível de excitação e supervisão adequada.

A adaptação de animais recém-chegados também exige cautela redobrada. Segundo Marcela, um cão novo não deve ser colocado imediatamente em um grupo grande. O processo exige conhecer o histórico de saúde e comportamento, observar as reações iniciais ao ambiente e realizar as apresentações de maneira gradual e controlada para evitar estresse desnecessário.

Se um conflito vier a acontecer, a prioridade absoluta é interromper a interação com total segurança para os cães e profissionais envolvidos. O uso de barreiras físicas e protocolos técnicos adequados é indispensável, evitando intervenções inadequadas como puxar extremidades ou bater nos animais, o que pode agravar o quadro e gerar agressões redirecionadas.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano