O dólar comercial registrou queda de 0,51% nesta terça-feira e fechou cotado a R$ 4,9757. A movimentação ocorreu enquanto os investidores acompanhavam os ajustes no mercado brasileiro após o primeiro turno das eleições, além da análise de dados das balanças comerciais do Brasil e dos Estados Unidos e das expectativas em torno dos juros norte-americanos.
No segmento de câmbio turismo, a moeda americana também apresentou recuo, registrando baixa de 0,48% para terminar o dia negociada a R$ 5,168. Com o resultado, o dólar comercial acumula queda de 4,60% na semana, de 3,84% no mês de outubro e de 9,35% desde o início do ano.
Em relação à bolsa de valores, o Ibovespa caiu 0,52% e encerrou a sessão aos 205.835 pontos, após ter superado a marca histórica de 200 mil pontos pela primeira vez no dia anterior. Apesar do recuo diário, o principal índice da B3 ainda acumula ganhos importantes de 7,13% na semana, 10,45% no mês e 27,73% no acumulado do ano.
No cenário interno, o mercado seguiu recalculando posições diante dos resultados do primeiro turno das eleições e das articulações políticas voltadas para o pleito de 25 de outubro. A pauta econômica também foi marcada pela divulgação de dados comerciais e debates legislativos, como a proposta de redução da jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas, com previsão de dois dias de descanso remunerado.
A balança comercial brasileira do mês de setembro fechou com um superávit expressivo de US$ 7,74 bilhões, o que representa um salto de 146,4% em comparação ao mesmo período de 2025. O desempenho foi impulsionado pelo crescimento de 12,9% nas exportações, que somaram US$ 34,42 bilhões, aliado à retração de 2,4% nas importações, totalizando US$ 26,68 bilhões.
Externamente, os mercados internacionais monitoraram os indicadores de emprego e a balança comercial dos Estados Unidos, além de pronunciamentos de dirigentes do Federal Reserve (Fed). Os dados servem de base para que analistas tentem antecipar os próximos rumos da política monetária norte-americana, fator que impacta diretamente o fluxo de investimentos estrangeiros em economias emergentes.
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