A Justiça de São Paulo homologou nesta quarta-feira (7) o plano de recuperação extrajudicial do GPA (Grupo Pão de Açúcar), que prevê a renegociação de R$ 4,5 bilhões em dívidas. A decisão ocorre em meio ao processo de reestruturação financeira da varejista.
Na Capital sul-mato-grossense, o grupo chegou a manter duas unidades da bandeira Pão de Açúcar. Atualmente, resta apenas uma loja na cidade, localizada na Avenida Nelly Martins, antiga Avenida Via Park, enquanto a unidade que funcionava na Avenida Afonso Pena foi encerrada.
O plano de recuperação foi aprovado por credores que representam 57,49% dos créditos envolvidos. Com a homologação, as dívidas abrangidas pelo acordo serão quitadas conforme três modalidades de pagamento, e o grupo prevê formalizar uma captação de R$ 200 milhões.
Na decisão, a juíza Larissa Gaspar Tunala rejeitou contestações apresentadas pela Casas Bahia e por outros credores, que terão um prazo de 30 dias para escolher definitivamente uma das opções de pagamento previstas.
A magistrada também negou o pedido para a nomeação de uma administradora judicial, apontando que a recuperação extrajudicial possui uma estrutura mais simples e que a legislação não exige a medida sem a comprovação de dúvida concreta sobre os requisitos legais.
O processo enfrentou resistência de credores não financeiros, como a Casas Bahia, transportadoras e fornecedoras, que alegavam tratamento desfavorável em comparação aos bancos e questionavam a composição da relação de créditos.
O Ministério Público, que inicialmente havia apresentado ressalvas, emitiu parecer favorável à homologação por entender que os credores contestadores não comprovaram a ausência de créditos específicos que deveriam constar no plano.
Fundado em 1948, o GPA passa por um momento de reorganização financeira, tendo registrado no segundo trimestre de 2026 uma receita bruta de R$ 4,7 bilhões e um prejuízo líquido de R$ 204 milhões, empregando atualmente cerca de 37 mil trabalhadores.
Fonte: www.campograndenews.com.br
