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Edifício Chrysler, em Nova York, será reformado por novos donos em meio a boom de escritórios de luxo

Um dos arranha-céus mais emblemáticos de Nova York, o Edifício Chrysler terá novos donos e passará por um processo de modernização aproveitando a alta demanda por escritórios de alto padrão na metrópole.

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Edifício Chrysler, em Nova York, será reformado por novos donos em meio a boom de escritórios de luxo

O Edifício Chrysler, amplamente reconhecido como um dos arranha-céus mais emblemáticos de Nova York, passará a contar com novos proprietários e será alvo de um processo abrangente de modernização. A intervenção ocorre em um cenário de forte crescimento e valorização da demanda por espaços corporativos de luxo na metrópole norte-americana.

Presente na paisagem urbana nova-iorquina por quase cem anos, a torre encontrava-se em condições desfavoráveis de conservação e operava com uma taxa de ocupação inferior a 50%. Diante desse cenário, a imobiliária comercial Tishman Speyer, em conjunto com parceiros de investimentos, formalizou um acordo de US$ 235 milhões com a faculdade privada Cooper Union, que detém a propriedade e o arrendamento do terreno onde o monumento está erguido.

O montante negociado ilustra a desvalorização do imóvel ao longo dos últimos anos decorrente do desgaste físico. Historicamente, o governo de Abu Dhabi adquiriu uma fatia majoritária de 90% por US$ 800 milhões em 2008, enquanto transações posteriores com as empresas Signa e RFR reduziram o preço para US$ 150 milhões. Tal retração também reflete a elevação expressiva nos custos de arrendamento cobrados pela Cooper Union aos administradores do solo.

Rob Speyer, diretor-presidente da Tishman Speyer, destacou que a companhia conduz um projeto ambicioso para o arranha-céu de 77 andares em um momento de robustez histórica para o mercado de locações comerciais em Manhattan. Conhecido por aparições em produções cinematográficas como “Homem-Aranha” e “Homens de Preto 3”, o prédio receberá melhorias estruturais para atrair companhias dos setores financeiro e jurídico.

Localizado a poucos minutos a pé da estação Grand Central, o marco arquitetônico art déco beneficia-se da recente revitalização da vizinhança, impulsionada em grande parte pela instalação da nova sede do J.P. Morgan Chase nas proximidades. O entorno consolidou-se como um polo de escritórios sofisticados, oferecendo alternativas escassas para corporações que priorizam a redução do tempo de deslocamento de seus colaboradores e comodidades exclusivas.

Erguido originalmente há quase um século para servir de sede à Chrysler Corporation, o edifício chegou a ostentar o título de mais alto do mundo antes de ser superado pelo Empire State. Sob a gestão da Tishman Speyer, que também administra o complexo do Rockefeller Center, o plano de revitalização prevê a restauração integral da fachada, além do polimento e renovação da marcante coroa de arcos metálicos no topo da torre, amparado por um mercado imobiliário que registrou recordes de contratos de alto padrão em Manhattan no último ano.

Fonte: c-level.folha.uol.com.br

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