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Primeiro Datafolha do 2º turno será termômetro das campanhas, com Flávio esperando aumentar distância para Lula

A equipe de Flávio Bolsonaro (PL) aposta nos apoios recebidos para ampliar a vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na nova pesquisa Datafolha.

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Primeiro Datafolha do 2º turno será termômetro das campanhas, com Flávio esperando aumentar distância para Lula

O cenário político brasileiro entra em uma nova fase decisiva nesta semana, marcada pela expectativa em torno da divulgação do primeiro levantamento do instituto Datafolha para o segundo turno da eleição presidencial de 2026. A pesquisa servirá como o principal termômetro para medir o impacto das recentes alianças políticas formadas na reta final da disputa entre o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, e o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A campanha do candidato bolsonarista trabalha com a expectativa de que o apoio político consolidado ao longo da semana se traduza em um crescimento nas intenções de voto. Nesta quinta-feira (8), Flávio Bolsonaro recebeu formalmente o apoio do Podemos. O movimento soma-se às adesões já anunciadas anteriormente por União Brasil, Progressistas, Novo e Republicanos, fortalecendo a união dos partidos de direita em torno de sua candidatura.

Além das legendas partidárias, a articulação da equipe do senador busca obter uma manifestação favorável de Augusto Cury, figura que atualmente encontra-se fora do Brasil. Para os aliados de Flávio, a estratégia de retratar a gestão atual como desconectada da população tem surtido efeito e deve se refletir nos números das urnas e das pesquisas de opinião.

As últimas sondagens apontavam cenários distintos e bastante acirrados. O levantamento anterior do Datafolha colocava Lula com 47% e Flávio Bolsonaro com 46% nas simulações de segundo turno. Em contrapartida, a pesquisa Quaest apontava o candidato do PL numericamente à frente, registrando 44% contra 42% do petista.

Diante disso, assessores do candidato do PL classificam os dados anteriores como defasados. A aposta da equipe é de que a nova pesquisa divulgada nesta quinta-feira aponte o bolsonarista na liderança isolada, com uma margem superior a dois pontos percentuais de vantagem sobre o atual presidente.

Do outro lado, a campanha governista também se movimenta. Após admitir falhas e desorganização na condução do primeiro turno, o presidente Lula reorganizou e reforçou sua equipe estratégica para o segundo turno. Aliados do petista avaliam que um cenário de empate técnico com Flávio Bolsonaro à frente seria aceitável neste momento, abrindo espaço para uma reação nas últimas duas semanas de campanha por meio de uma mobilização intensa da militância contra o risco de derrota.

Fonte: g1.globo.com

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