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Marcinho VP sofre novas derrotas na Justiça Federal e recebe novo mandado de prisão em Campo Grande

Traficante teve pedidos negados para cursos simultâneos, cômputo de horas de estudo e flexibilização do banho de sol, além de ser alvo de operação da Polícia Federal.

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Marcinho VP sofre novas derrotas na Justiça Federal e recebe novo mandado de prisão em Campo Grande

O traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, acumulou novas derrotas judiciais e foi alvo de um mandado de prisão preventiva nesta quinta-feira (29). Apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho, o detento cumpre pena na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, onde está recluso desde janeiro de 2024.

A ordem de prisão mais recente foi cumprida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal durante a Operação Cesura, que investiga a comunicação entre integrantes da cúpula da facção criminosa. A ação cumpriu mandados nas cidades de Campo Grande e do Rio de Janeiro.

Negativa de cursos simultâneos e redução de pena

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) rejeitou um habeas corpus apresentado pela defesa para que o detento pudesse frequentar dois ou mais cursos profissionalizantes de forma simultânea. A juíza federal convocada Paula Mantovani Avelino destacou que a legislação garante o acesso à educação, mas não assegura matrículas concomitantes em unidades de segurança máxima, conforme prevê a Portaria nº 151, de maio de 2025.

A magistrada também negou o pedido para reconhecer mais de quatro horas diárias de estudo com o objetivo de reduzir o tempo de pena. Embora o entendimento sobre o aproveitamento da carga horária extra seja admitido pelo Superior Tribunal de Justiça, a juíza apontou a falta de documentos comprobatórios e considerou o habeas corpus inadequado para discutir questões de execução penal.

Restrições mantidas no presídio federal

Em outras decisões recentes, a 5ª Turma do TRF3 manteve restrições ao banho de sol do traficante e negou sua saída do sistema penitenciário federal. A defesa apontava falhas na concessão da atividade entre 2024 e 2026, mas o tribunal avaliou que os registros da administração penitenciária demonstraram situações excepcionais, como chuvas, questões de segurança e coincidência de horários com visitas de familiares e advogados.

O tribunal também rejeitou o argumento de que a extinção de penas anteriores justificaria a saída de Marcinho VP da unidade federal. Os magistrados ponderaram que o detento ainda possui mandados de prisão preventiva vigentes e ordens da Justiça do Rio de Janeiro que determinam sua manutenção no regime federal de segurança máxima.

Escrito por

Jeder Fabiano