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Justiça Federal mantém suspensão de empresas investigadas por tráfico humano em MS

Decisão da 1ª Vara Federal de Corumbá atinge transportadora e confecção ligadas à Operação Libertad, enquanto outras duas empresas foram autorizadas a retomar atividades.

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Justiça Federal mantém suspensão de empresas investigadas por tráfico humano em MS

A Justiça Federal de Corumbá manteve a suspensão das atividades da Cooperativa de Transporte e Turismo La Tortuga Veloz e da MRM Confecções e Comércio de Roupas. As empresas, sediadas em São Paulo, são investigadas por suposta participação em uma rede de tráfico de migrantes bolivianos que utilizava a fronteira de Corumbá para entrada irregular no Brasil.

Movimentações financeiras sob suspeita

As investigações, que fazem parte da Operação Libertad deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2024, apontam movimentações financeiras de cerca de R$ 2,4 milhões. Segundo o relatório policial, uma sócia da MRM Confecções, de nacionalidade boliviana, movimentou mais de R$ 950 mil entre agosto e outubro de 2022, valor considerado incompatível com sua capacidade econômica declarada.

No caso da transportadora La Tortuga Veloz, a Justiça destacou a ausência de autorização da ANTT para o transporte coletivo rodoviário. Relatórios indicam que o responsável pela empresa mantinha conexões financeiras com outros investigados e anunciava em redes sociais o transporte de passageiros entre a Bolívia e São Paulo, garantindo a entrada dos migrantes no território nacional.

Retomada de atividades

Embora tenha mantido o bloqueio para parte dos envolvidos, o juízo da 1ª Vara Federal autorizou a retomada das atividades da Confecções CR Anderson e da Tatiana Modas. A decisão considerou que os elementos probatórios que vinculavam essas duas empresas aos crimes de tráfico de pessoas ou trabalho análogo à escravidão eram insuficientes no momento, embora as investigações sobre elas prossigam.

A Operação Libertad apura uma organização criminosa que encaminhava migrantes bolivianos para oficinas de costura em São Paulo sob condições degradantes. A operação, deflagrada em 24 de setembro de 2024, cumpriu 36 mandados de busca e apreensão e determinou a suspensão das atividades econômicas de 26 empresas.

Escrito por

Jeder Fabiano