A Polícia Civil do Estado do Paraná está conduzindo intensas investigações a respeito do desaparecimento da aposentada Isabel Brilhador, de 65 anos. A mulher não é vista por familiares ou conhecidos desde o último dia 5 de setembro, no município de Campo Mourão, situado na região centro-oeste paranaense.
O caso ganhou novos contornos e um desdobramento expressivo com a prisão temporária de um homem de 31 anos, efetuada na última quinta-feira. O indivíduo é apontado pelas autoridades como principal suspeito de envolvimento no sumiço da idosa após o rastreamento de transações financeiras.
De acordo com o avanço das apurações policiais, foi identificada uma transferência bancária via Pix no valor aproximado de R$ 80 mil, originada da conta da vítima diretamente para a conta do investigado, realizada justamente na semana em que a aposentada desapareceu. Ao ser interrogado pela polícia, o suspeito acabou apresentando diversas contradições em seu depoimento.
O alerta inicial sobre o sumiço partiu da própria família de Isabel, que estranhou o conteúdo e o tom de mensagens recebidas a partir do celular da vítima. Conforme relato da filha Valéria Brilhador, os textos atípicos alegavam que a idosa estaria indisposta e que pretendia realizar uma viagem pelo estado.
Diante da impossibilidade de contato telefônico, os parentes se dirigiram à residência da mulher e, com o auxílio de um chaveiro, adentraram o imóvel. No local, encontraram sobre a cama peças de vestuário que a idosa já havia separado para uma viagem legítima programada para Curitiba nos dias seguintes, o que intensificou a preocupação e a suspeita de crime.
Em contrapartida, a defesa do investigado emitiu uma nota oficial negando veementemente qualquer envolvimento do cliente no caso. Os advogados enfatizaram que o procedimento investigativo está em estágio inicial e que a prisão temporária constitui medida cautelar, não significando culpa antecipada. A equipe jurídica informou ainda que busca reverter a detenção na Justiça.
Fonte: tnonline.uol.com.br
