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Cezinha de Madureira relata furto de celular dias antes de operação da PF autorizada pelo STF

Deputado federal Cezinha de Madureira afirmou ter tido o celular furtado na Avenida Paulista três dias antes de virar alvo de mandados da Polícia Federal em investigação autorizada por Flávio Dino.

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O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) afirmou nas redes sociais ter tido o aparelho celular furtado na Avenida Paulista, em São Paulo, apenas três dias antes de se tornar alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (14).

No relato publicado na última sexta-feira (11), o parlamentar detalhou que os criminosos agiram de forma extremamente rápida e conseguiram invadir contas pessoais e aplicativos bancários em poucos minutos após a subtração do dispositivo móvel.

Segundo o deputado, a ação criminosa resultou no acesso a cartões de crédito e na alteração de senhas de redes sociais e de sistemas bancários. O parlamentar classificou o episódio como uma devastação total e criticou os índices de segurança pública no país.

Contudo, registros judiciais apontam que a decisão expedida pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizando as buscas contra Cezinha de Madureira, foi assinada em 5 de setembro — ou seja, seis dias antes da data relatada pelo político sobre o furto.

A operação deflagrada pela PF nesta segunda-feira corresponde à terceira fase da Operação Transparência. A investigação apura suspeitas de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência junto a tribunais superiores.

De acordo com o inquérito, o grupo investigado cobrava valores expressivos sob a promessa de influenciar e conseguir decisões judiciais favoráveis em processos que tramitavam em instâncias superiores da Justiça.

Ao todo, os policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF nos estados de São Paulo e no Distrito Federal, tendo entre os alvos também a advogada Valéria Rodrigues Linhares.

A investigação atual é um desdobramento de apurações iniciadas em dezembro de 2025 para averiguar suspeitas de desvios relacionados a emendas parlamentares.

As medidas cautelares cumpridas nesta fase foram determinadas pelo ministro Flávio Dino por atuar como relator no Supremo Tribunal Federal das ações que fiscalizam a destinação e a transparência de verbas de emendas orçamentárias.

Fonte: g1.globo.com

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