Os preços do petróleo registraram alta de cerca de 3% nesta segunda-feira (14), impulsionados por novos ataques direcionados a infraestruturas energéticas e civis na Arábia Saudita, além de investidas iranianas a embarcações no Golfo. A escalada acentuou as preocupações globais em relação ao abastecimento de energia, logo após o fechamento forçado de um importante oleoduto saudita.
No mercado internacional, os contratos futuros do petróleo Brent subiram US$ 2,93, o equivalente a 2,8%, alcançando US$ 107,54 por barril. Em paralelo, os contratos futuros do WTI registraram valorização de US$ 2,88, ou 2,9%, atingindo a marca de US$ 102,93 por barril.
Estrategistas de commodities do banco ING destacaram que a alta ocorre em meio à intensificação de atentados contra ativos energéticos sauditas, com destaque para o oleoduto Leste-Oeste, considerado de importância crucial para o escoamento da produção da região. Autoridades locais confirmaram que a estrutura foi temporariamente paralisada após ser alvo de um ataque com drones.
A interrupção do oleoduto representa uma ameaça significativa, visto que a via auxilia a Arábia Saudita a contornar o Estreito de Ormuz e redirecionar suas exportações, podendo afetar até 4% do abastecimento global de petróleo. Fontes do setor indicam que, com a estrutura fora de serviço, o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, conta com estoques suficientes para sustentar as exportações por apenas cinco a sete dias.
A instabilidade na região também se refletiu em incidentes com embarcações e áreas residenciais. No domingo (13), a agência britânica de segurança marítima UKMTO reportou que um navio no Estreito de Ormuz foi atingido por um projétil, gerando um incêndio e obrigando a tripulação a evacuar a área. O governo do Irã informou separadamente que um marinheiro morreu e quatro tripulantes ficaram feridos em um navio comercial atingido na costa iraniana.
Além das tensões marítimas, a mídia estatal da Arábia Saudita divulgou imagens de danos materiais em residências e em uma mesquita na província de Jazan, decorrentes de ações atribuídas aos houthis. Diante do cenário adverso e das interrupções logísticas, o preço do petróleo já havia acumulado alta de 8% na semana anterior, superando a barreira dos US$ 100 pela primeira vez desde julho.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
