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Cármen Lúcia diz estar em estado de profunda consternação e tristeza

Ministra do STF manifestou pesar durante sessão que discute suposta relação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

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Cármen Lúcia diz estar em estado de profunda consternação e tristeza

A ministra Cármen Lúcia, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou publicamente estar em um estado de “profunda consternação e tristeza” durante a sessão plenária realizada nesta segunda-feira. O pronunciamento ocorreu em meio aos debates que analisam a suposta relação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Durante a sua intervenção na sessão, a magistrada explicou que manteve a postura de não antecipar o voto diante de um pedido de vista formulado, mas sentiu a necessidade de fazer uma questão de ordem para externar o seu sentimento diante do cenário enfrentado pela Corte.

“Eu não tenho o hábito de antecipar voto quando há um pedido de vista, e por isso eu peço licença ao ministro Flávio Dino. Mas é uma questão de ordem nem é o voto que eu tinha sobre a questão, mas eu me encontro, como talvez muitos de meus colegas, em estado de profunda consternação e tristeza”, afirmou a ministra perante os demais integrantes do plenário.

Cármen Lúcia ressaltou que o desconforto não estava ligado a uma divergência isolada ou a contrariedades pontuais com o tema em julgamento, mas sim ao impacto institucional gerado pelos últimos acontecimentos envolvendo o tribunal responsável por guardar a Constituição Federal.

“Hoje um dos colegas me dizia se eu estava contrariada com alguma coisa, não, eu disse eu estou triste não apenas pelo tema que nos traz aqui que você teria sido o aquele ato decidido, mas porque este Supremo Tribunal Federal guarda da Constituição por determinação nela expressa provocou um mal estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nesses últimos dias”, pontuou a magistrada.

Em um momento de forte apelo emocional, a ministra pediu desculpas diretamente à população brasileira, justificando que desejava ter desempenhado um papel mais efetivo na tentativa de apaziguar a crise institucional instaurada no âmbito do STF.

“Eu peço desculpa ao povo brasileiro por talvez ter esperado de mim uma postura diferente. Mas acho que todos nós aqui queríamos a mesma coisa, que era tentar resolver, e as questões não foram resolvidas e foram crescendo demais”, declarou.

Por fim, Cármen Lúcia reiterou o pedido de desculpas dirigido ao presidente da Suprema Corte e aos demais ministros presentes, lamentando não ter conseguido alcançar o objetivo de serenar os ânimos institucionais diante do crescimento dos problemas recentes.

Fonte: g1.globo.com

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