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É falso que votar apenas para presidente anula voto, esclarece checagem

Circula nas redes sociais uma mensagem falsa afirmando que votar apenas para presidente e deixar os demais cargos em branco anula o voto; boato já foi desmentido em pleitos anteriores.

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É falso que votar apenas para presidente anula voto, esclarece checagem

Um boato que tem circulado amplamente por meio de aplicativos de mensagens instantâneas voltou a preocupar os eleitores às vésperas do pleito. A falsa informação alega que o cidadão que optar por votar exclusivamente para o cargo de presidente da República e registrar votos em branco para os demais cargos cometerá uma infração que tornaria o voto parcial e, por conseguinte, anulado.

Contudo, o conteúdo que se espalha em formato de corrente pelo WhatsApp é inteiramente falso. De acordo com as normas da Justiça Eleitoral brasileira, o eleitor tem plena liberdade para escolher em quais cargos deseja votar e quais prefere deixar em branco ou nulos, sem que isso invalide as suas demais escolhas na urna eletrônica.

A mensagem enganosa costuma ser atribuída de forma apócrifa a supostos relatos de pessoas que teriam passado por treinamentos oficiais para atuar como mesários nas eleições. Essa estratégia de engenharia social busca conferir uma falsa sensação de autoridade e veracidade ao texto compartilhado em massa.

Cabe destacar que essa mesma narrativa falsa não é nova e circula pelo menos desde o ano de 2018. A desinformação foi identificada e devidamente desmentida pelas equipes de checagem de fatos durante as eleições gerais de 2018 e também no pleito presidencial de 2022.

O sistema eletrônico de votação no Brasil é projetado para computar cada cargo de maneira independente. Portanto, deixar campos em branco ou digitar números inválidos afeta apenas o cargo específico a que se refere a ação, não comprometendo a validade dos votos válidos depositados para outras funções políticas.

Diante da reiteração desse tipo de conteúdo falso, órgãos de imprensa e checadores recomendam que os eleitores busquem sempre informações oficiais fornecidas pela Justiça Eleitoral ou por portais de notícias confiáveis, evitando o repasse de correntes não verificadas que possam gerar confusão no período eleitoral.

Fonte: noticias.uol.com.br

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