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Acusados por assassinato de jovem em loja vão para a “Federalzinha”

Justiça aceitou denúncia e tornou réus os dois pistoleiros e o empresário apontado como mandante do assassinato de Vitor Orsini, de 19 anos, ocorrido em Dourados; trio foi transferido para a Penitenciária da Gameleira II.

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Acusados por assassinato de jovem em loja vão para a “Federalzinha”

Os três presos pelo assassinato do jovem Vitor Orsini, de 19 anos, ocorrido na loja de revenda de veículos do pai dele em 7 de agosto de 2026, em Dourados, foram transferidos para a Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, conhecida como “Federalzinha”, em Campo Grande. A transferência ocorreu por motivos operacionais.

O empresário Claudio Henrique de Arruda, de 43 anos, apontado como mandante do crime, e os pistoleiros Denis Barbosa de Melo, de 22 anos, e Alexsander Gonçalves Borges, de 27 anos, estavam inicialmente na Penitenciária Estadual de Dourados (PED) e agora aguardam o julgamento no presídio de segurança máxima da Capital.

Nesta semana, a Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou os três acusados réus por homicídio qualificado, associação criminosa, posse ilegal de armas e corrupção de menores. O grupo havia contratado um adolescente de 17 anos para furtar a motocicleta utilizada na ação criminosa.

Além do trio, outros dois envolvidos que seguem foragidos — Jeferson Lopes e Marcos Antonio Olmedo Vera — também se tornaram réus no processo. Eles foram apontados como os responsáveis pela contratação dos pistoleiros e pelo fornecimento da arma utilizada no crime que vitimou o jovem.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o alvo real da execução seria um credor de Claudio de Arruda, com quem o empresário acumulava uma dívida de R$ 240 mil relacionada a um empréstimo. Como o alvo se atrasou no dia marcado, os executores acabaram confundindo Vitor Orsini com a verdadeira vítima e dispararam contra o jovem no interior da loja de veículos.

A Gameleira II, onde os acusados estão reclusos, possui 110 celas e capacidade para 603 internos, sendo amplamente chamada de “Federalzinha” devido ao rigor estrutural e de segurança implementado, que se assemelha ao padrão de presídios federais no país.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano