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Em oito meses, total de apostadores em bets cresceu 75% no País

O número de brasileiros que já fizeram apostas em plataformas online chegou a 43,8 milhões até o fim de agosto, o equivalente a 27% da população adulta do País.

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Em oito meses, total de apostadores em bets cresceu 75% no País

O número de brasileiros que já fizeram apostas em plataformas online chegou a 43,8 milhões até o fim de agosto deste ano. O contingente equivale a 27% da população adulta do País e representa um crescimento expressivo de 75,2% na comparação com o fim de 2025, quando havia 25 milhões de pessoas registradas.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Fazenda e revelados ao Jornal Folha de São Paulo por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação). Apesar da alta expressiva no total geral de cadastrados, a quantidade de jogadores que efetivamente movimentam dinheiro nas plataformas apresentou queda no período.

No primeiro semestre de 2026, uma média de 8,5 milhões de brasileiros realizou depósitos mensais, frente aos 9,2 milhões registrados em 2025. A redução de 7,6% no número de apostadores ativos é apontada por analistas como reflexo da diminuição no poder aquisitivo dos participantes.

Esse movimento ocorreu de forma paralela à ampliação de restrições de acesso ao mercado. Conforme o Ministério da Fazenda, cerca de 5 milhões de CPFs estão impedidos de utilizar as plataformas. Desse total, 3 milhões são beneficiários de programas sociais, 474 mil estão inscritos em programas de renegociação de dívidas e 854 mil solicitaram a própria exclusão.

Mesmo com uma base menor de apostadores ativos, as empresas autorizadas conseguiram ampliar a receita. Nos seis primeiros meses do ano, o valor retido pelas plataformas — diferença entre apostas e prêmios pagos — alcançou R$ 20,2 bilhões, alta de 5,9% sobre os R$ 19,1 bilhões contabilizados no mesmo período do ano anterior.

Por outro lado, os valores movimentados apresentaram retração. Os depósitos feitos pelos jogadores caíram de R$ 99,2 bilhões no primeiro semestre de 2025 para R$ 88,5 bilhões no mesmo ciclo de 2026. Já o pagamento de prêmios recuou de R$ 80,1 bilhões para R$ 68,3 bilhões.

Na prática, as casas de apostas ficaram com 22,8% do montante depositado no período. O levantamento oficial abrange 85 empresas autorizadas pelo governo federal e mais duas operando sob decisão judicial, excluindo totalmente a movimentação registrada em sites clandestinos.

O maior volume de jogadores ativos em 2026 foi registrado no mês de janeiro, com 10,2 milhões de participantes. Após oscilações que levaram o total a 7,2 milhões em abril, houve nova alta em junho, impulsionada pelo início da Copa do Mundo, embora o aumento no fluxo não tenha gerado crescimento proporcional no faturamento corporativo.

O perfil demográfico dos apostadores continua predominantemente masculino, respondendo por 68,84% do total, enquanto as mulheres representam 31,16%. A faixa etária com maior concentração de usuários é a de 31 a 40 anos, respondendo por 29,07% da base.

Diante desse cenário, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que o impacto das apostas sobre o orçamento doméstico é uma das principais preocupações do governo, que discute novas restrições para proteger a renda das famílias brasileiras.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano