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Veja o que é #FATO ou #FAKE nas entrevistas com candidatos ao governo do Distrito Federal no DF1

Projeto Fato ou Fake checa as principais declarações dos quatro candidatos mais bem colocados na disputa pelo governo do Distrito Federal.

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Veja o que é #FATO ou #FAKE nas entrevistas com candidatos ao governo do Distrito Federal no DF1

Os candidatos ao governo do Distrito Federal foram entrevistados pelo telejornal DF1 ao longo de uma semana. Conduzidas pelos jornalistas Heraldo Pereira e Natalia Godoy, as conversas abordaram os principais temas do estado e foram transmitidas ao vivo pela TV Globo e pelo portal g1, que disponibilizou posteriormente a íntegra das sabatinas.

Foram convidados para os encontros os quatro candidatos mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto divulgada pelo Datafolha em setembro de 2026. A série de entrevistas contou com a participação de Leandro Grass (PT) na segunda-feira, Celina Leão (PP) na terça-feira, Paula Belmonte (PSDB) na quarta-feira, e José Roberto Arruda (PSD) na quinta-feira. A equipe do projeto Fato ou Fake analisou as principais declarações feitas por cada um deles durante as transmissões.

Entre as falas de Leandro Grass, a declaração de que o Instituto de Gestão Estratégica em Saúde (Iges-DF) consome mais de R$ 1 bilhão por ano foi classificada como #FATO. Dados do Portal de Informações e Transparência da Saúde do Distrito Federal apontam que os contratos do instituto superaram essa marca em 2024, 2025 e 2026. Por outro lado, a afirmação de que o DF possui um dos piores salários de professores do Brasil e o último lugar no Ideb foi categorizada como #NÃOÉBEMASSIM, pois a assessoria do candidato e os dados oficiais esclarecem que tais colocações aplicam-se especificamente ao ensino médio.

Em relação a Celina Leão, a governadora apontou a substituição de 2.681 professores temporários por efetivos, informação considerada #FATO e corroborada por publicações no Diário Oficial do Distrito Federal decorrentes de concurso público do magistério. Contudo, a declaração de que a região seria o estado mais seguro do país e a terceira cidade mais segura para mulheres foi avaliada como #NÃOÉBEMASSIM, visto que o Anuário Brasileiro de Segurança Pública utiliza indicadores gerais de mortes violentas para a unidade da federação e aponta altas em crimes específicos contra a mulher.

Outro ponto abordado nas checagens envolveu o Banco de Brasília (BRB). A alegação de que a instituição paga R$ 1,8 bilhão em impostos e lucros ao governo distrital foi classificada como #FAKE. A instituição não publica demonstrações contábeis desde o final de 2025 devido à crise com o Banco Master, e a série histórica comprova que tal montante nunca foi atingido em um único ano.

A candidata Paula Belmonte também teve falas verificadas. A afirmação de que o Iges-DF possui cerca de 800 cargos de livre nomeação foi avaliada como #FATO, uma vez que o órgão confirmou 766 empregados nessa modalidade, respeitando o limite interno. Já a declaração de que quase 54% da população da capital federal não tem água potável ou saneamento foi julgada como #FAKE, visto que dados do Instituto Água e Saneamento e do Censo indicam que a grande maioria dos habitantes conta com abastecimento de rede geral.

Por fim, as declarações do candidato José Roberto Arruda passaram pelo crivo da checagem. A afirmação de que a nova Estrada Parque Taguatinga (EPTG) foi construída em apenas 15 meses foi confirmada como #FATO por registros de obras do período em que governou o DF. A respeito do salário dos professores, a comparação com Maranhão, Piauí e Goiás foi classificada como #NÃOÉBEMASSIM, enquanto a privatização da Companhia Energética de Brasília (CEB) por metade do preço dos ativos também recebeu a mesma classificação, visto que o valor final do leilão superou o lance mínimo inicial.

Fonte: g1.globo.com

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