As prestações de contas parciais dos candidatos ao governo e ao Senado em Mato Grosso do Sul revelam que as campanhas vão muito além da produção de conteúdo, impulsionamento em redes sociais, impressão de materiais gráficos e serviços advocatícios ou contábeis.
Documentos entregues à Justiça Eleitoral mostram despesas que, para muitos, podem parecer aleatórias, mas que se tornam necessárias para estruturar as equipes e levar o nome e o número dos concorrentes para as ruas durante o período eleitoral.
Para garantir o transporte da equipe de campanha, o governador e candidato à reeleição, Eduardo Riedel (PP), desembolsou um total de R$ 16.600,00. Desse montante, R$ 9.600,00 foram destinados à locação de micro-ônibus e R$ 7.000,00 ao fretamento de van.
O fornecimento de alimentação para os colaboradores também figura entre os registros financeiros. A campanha progressista informou o pagamento de R$ 4.040,00 voltados à entrega de marmitas entre os dias 23 de agosto e 5 de setembro, além de uma despesa postal de R$ 120,50.
Na prestação de contas do candidato ao governo Fábio Trad, outras despesas operacionais chamaram a atenção: foram gastos R$ 4.500,00 com estacionamento e R$ 4.000,00 com rondas noturnas no comitê, com o repasse de R$ 2.000,00 para cada vigia.
A estruturação dos comitês também exigiu investimentos específicos de outros postulantes. João Henrique Catan (Novo) registrou gasto de R$ 440,00 com serviços elétricos para pintura, enquanto Renan Contar (PL) gastou R$ 3.050,00 na locação de um contêiner para seu QG.
Completando a lista de despesas incomuns, o ex-governador e candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL) incluiu em suas contas a locação de um banheiro químico no valor de R$ 3.800,00, demonstrando a diversidade de custos logísticos envolvidos na disputa.
Fonte: www.campograndenews.com.br
