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ANTT recua e suspende temporariamente testes de radares de velocidade média no país

Agência reguladora recua e paralisa temporariamente os experimentos com radares de velocidade média em rodovias concedidas, planejados para ocorrer em oito estados.

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ANTT recua e suspende temporariamente testes de radares de velocidade média no país

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu suspender de forma temporária os testes com radares voltados para a medição de velocidade média nas rodovias federais concedidas do país. A medida ocorre apenas dez dias após o anúncio oficial da iniciativa, que havia gerado grande repercussão entre motoristas e especialistas em trânsito.

De acordo com o órgão regulador, a paralisação momentânea tem como principal objetivo promover ajustes necessários na sinalização das vias e aprimorar a comunicação com os usuários. As autorizações iniciais haviam sido emitidas pela Superintendência de Infraestrutura Rodoviária (Surod) e publicadas no Diário Oficial da União.

Os experimentos previam a fiscalização em trechos de oito estados brasileiros, incluindo um segmento de aproximadamente nove quilômetros na ponte Rio-Niterói, no sentido capital fluminense. Cabe destacar que nenhuma das rodovias selecionadas para esta fase inicial de testes fica localizada no estado de São Paulo.

Durante a vigência do programa experimental, que teria duração total de 180 dias, os equipamentos operariam em condições reais de tráfego para checar a confiabilidade tecnológica e observar o comportamento dos condutores. A autarquia esclareceu que, nesta etapa inicial, os motoristas flagrados acima do limite permitido não seriam multados.

A tecnologia de velocidade média é apontada por especialistas como uma ferramenta eficaz para coibir o chamado ‘efeito canguru’, fenômeno em que o condutor reduz a velocidade apenas ao se aproximar de um radar fixo tradicional e acelera novamente logo em seguida. O modelo já é amplamente adotado em nações europeias, a exemplo de Itália, Espanha, Portugal e Reino Unido.

A discussão sobre a implementação desse formato de fiscalização no Brasil não é recente. Desde 2015, diferentes propostas tramitam no Congresso Nacional sem que tenham conseguido alterar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Historicamente, testes isolados também já foram conduzidos em âmbitos locais, como o realizado pela Companhia de Engenharia de Tráfego na cidade de São Paulo no ano de 2017.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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