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Operação Ifrit aponta que Clã Haidar usava código árabe para ocultar propinas a policiais

Investigação da Polícia Federal revela movimentação milionária e esquema de corrupção envolvendo agentes de segurança pública em Mato Grosso do Sul.

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Operação Ifrit aponta que Clã Haidar usava código árabe para ocultar propinas a policiais

A Polícia Federal identificou que a contabilidade de um esquema internacional de tráfico de drogas e armas utilizava a expressão árabe “askari” para registrar pagamentos suspeitos a agentes públicos. A descoberta consta na decisão judicial que determinou o sequestro de bens durante a Operação Ifrit, deflagrada em 4 de março. Segundo as investigações, a organização criminosa era comandada por integrantes do chamado Clã Haidar na região de Ponta Porã e teria movimentado mais de R$ 500 milhões em dois anos.

Registros financeiros e conexões

Os lançamentos foram localizados em arquivos na nuvem atribuídos a Adule Vasques Haidar, apontado como um dos administradores de recursos do grupo. Entre as anotações, os investigadores rastrearam remessas superiores a R$ 5 milhões associadas ao termo “aska”, além de cálculos vinculados a mercadorias e valores a receber. Em 10 de fevereiro de 2025, registros sob a sigla “ASK” totalizaram R$ 800 mil em três lançamentos direcionados a familiares e empresas ligadas ao delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, ex-chefe da Denar.

O cruzamento de dados bancários revelou repasses de valores e depósitos em espécie considerados incompatíveis com a renda formal dos investigados. A apuração também aponta a participação dos investigadores Douglas Tobias e Andrey Elesbão Silva, que teriam fornecido informações sigilosas, auxiliado na proteção de carregamentos e colaborado com os interesses da quadrilha. A defesa do delegado informou que ainda não teve acesso integral aos autos e considerou prematuro comentar as acusações, enquanto os representantes dos demais citados também aguardam a totalidade da documentação para se manifestar.

Escrito por

Jeder Fabiano