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Quaest: impactos do caso Master e crise no STF

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) aponta a percepção dos eleitores sobre os impactos do escândalo do banco Master e da crise institucional no Supremo Tribunal Federal.

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Quaest: impactos do caso Master e crise no STF

Uma pesquisa da Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) revelou os reflexos políticos e reputacionais do escândalo envolvendo o banco Master sobre diferentes autoridades, agentes políticos e órgãos públicos do país. O levantamento buscou mensurar como o episódio repercute perante a opinião pública brasileira.

Quando questionados sobre qual grupo ou instituição foi mais prejudicado negativamente pela crise atual, 37% dos entrevistados apontaram a opção “todos”. Na sequência, o grupo identificado como “governo anterior e família Bolsonaro” foi citado por 21% dos participantes da pesquisa.

Os dados detalhados da Quaest também mostram que o Supremo Tribunal Federal (STF) foi mencionado por 16% dos consultados como o mais afetado. Já o “governo Lula e políticos do PT” somaram 11% das respostas, enquanto o Congresso registrou 2% e o Banco Central pontuou 1%. Outros 11% não souberam ou preferiram não responder, e nenhum entrevistado marcou a alternativa “nenhum deles”.

A sondagem abordou ainda a repercussão da crise instalada no Supremo Tribunal Federal e se esse desgaste institucional tem o potencial de alterar a decisão dos eleitores na escolha do próximo presidente da República. De acordo com o instituto, a maioria expressiva de 62% dos entrevistados afirma que a crise na Corte não exerce qualquer influência sobre o seu voto.

Em contrapartida, o levantamento aponta que 26% dos consultados declaram que a atual situação do tribunal acaba reforçando a escolha do candidato que já apoiam. Por outro lado, apenas 7% admitem que o imbróglio no STF pode fazê-los mudar de voto, enquanto 5% não souberam ou não responderam ao questionamento.

O ambiente político recente tem sido marcado por intensas discussões em torno do STF, sobretudo após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento trazia mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um contato atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, desencadeando a revelação de novos documentos e embates públicos entre os ministros.

Para a realização do levantamento, a Quaest ouviu 2.004 pessoas com 16 anos de idade ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro estimada para os resultados é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está devidamente registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-06004/2026.

Fonte: g1.globo.com

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