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Hollywood reage à fuga de filmagens com proposta de incentivos fiscais em Washington

Parlamentares americanos apresentaram um projeto de lei para criar créditos tributários federais para o cinema e a televisão, em resposta à migração de produções para o exterior.

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Hollywood reage à fuga de filmagens com proposta de incentivos fiscais em Washington

A indústria do entretenimento nos Estados Unidos enfrenta uma crise profunda nos últimos anos, marcada pela drástica redução de produções locais e pela migração contínua de filmagens para o exterior. Esse cenário de evasão de sets de gravação resultou na perda de dezenas de milhares de postos de trabalho, empurrando o setor cinematográfico para uma situação de grande apreensão e desespero econômico.

Como resposta a esse esvaziamento, parlamentares em Washington apresentaram um projeto de lei inédito que visa instituir os primeiros créditos tributários federais do país voltados especificamente para produções de cinema e televisão. A proposta estabelece um abatimento de pelo menos 20% sobre os custos de mão de obra de uma ampla gama de profissionais, contemplando desde atores e diretores até operadores de câmera e maquiadores.

Apesar de contar com apoio bipartidário e com o endosso público do presidente Donald Trump, o avanço da medida esbarra em um Congresso profundamente dividido. O cenário político atual dificulta acordos rápidos em torno de mudanças tributárias expressivas, tornando a aprovação do texto um desafio incerto em meio à proximidade das eleições de meio de mandato.

Estatísticas recentes indicam que até 60% das produções com atores reais ocorrem fora do território norte-americano, impulsionadas por subsídios robustos e custos operacionais menores em locais como Londres, Vancouver e Bucareste. Na última década, cidades como Los Angeles viram sua carga de trabalho despencar em cerca de um terço, prejudicando severamente a subsistência de equipes técnicas e artísticas.

A nova iniciativa legislativa exige que pelo menos três quartos das etapas de um projeto sejam executadas dentro dos Estados Unidos para que os produtores possam acessar os benefícios. O mecanismo também prevê acréscimos cumulativos para quem filmar em áreas rurais ou em regiões afetadas por desastres, além de incentivos específicos para trabalhos de efeitos visuais e pós-produção.

Defensores da proposta argumentam que a medida não representa um privilégio corporativo para os grandes estúdios, mas sim uma política essencial de preservação de empregos e competitividade nacional. Enquanto sindicatos e líderes do setor mantêm o otimismo em relação à aprovação do texto no Congresso, o futuro da indústria dependerá de complexas negociações orçamentárias nos próximos meses.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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