O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que acredita na possibilidade de alcançar um entendimento diplomático com Cuba sem a necessidade de recorrer a uma intervenção militar. Em declaração a jornalistas na Casa Branca, o mandatário pontuou que o governo norte-americano e a ilha caribenha deverão firmar entendimentos futuros por meio de negociações.
A postura representa mais uma oscilação na retórica do líder da Casa Branca em relação a Havana, alternando momentos de endurecimento verbal com sinalizações de abertura para acordos. Historicamente, essa dinâmica tem sido observada em outras frentes de crise externa conduzidas pela atual administração estadunidense.
Meses antes, o presidente havia feito menções contundentes sobre o futuro da nação insular, classificando-a como uma economia em colapso e indicando que poderia exercer influência direta sobre seu comando. No entanto, posições subsequentes voltaram a apontar para a viabilidade de pactos diplomáticos, independentemente de eventuais transições políticas internas em Havana.
A declaração recente dista das ameaças proferidas dias antes durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Na ocasião, o chefe de Estado americano mencionou o possível emprego de força na América Latina no contexto do combate ao narcoterrorismo, além de criticar laços históricos do governo cubano com correntes políticas de esquerda.
A delegação de Cuba na ONU refutou prontamente as acusações, com manifestações de autoridades da chancelaria classificando as falas como infundadas e reafirmando a soberania e independência do país caribenho frente a pressões externas de Washington.
Paralelamente, o cenário interno em Cuba enfrenta fortes pressões decorrentes de restrições energéticas e sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, que afetam o suprimento de combustíveis para usinas termelétricas e provocam longos apagões em várias províncias da nação.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
