As distribuidoras de combustíveis no Brasil realizaram a importação de 9,6 bilhões de litros de diesel durante o período compreendido entre janeiro e agosto de 2026. Os dados oficiais foram divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O montante adquirido externamente teve como principal finalidade suprir a demanda interna de consumo e atenuar a dependência em relação à produção da Petrobras, enquanto o setor energético segue enfrentando um cenário de crise agravado pela Guerra no Irã.
A Petrobras, atuando como a principal fornecedora de combustíveis do país, foi responsável por 28% de todo o diesel importado no período, o que corresponde a 2,7 bilhões de litros. Por sua vez, a refinaria de Mataripe, unidade que supre quase a totalidade da demanda da Bahia e cerca de 40% de toda a região Nordeste, respondeu por 2% das aquisições feitas no exterior.
No panorama das distribuidoras privadas e mistas, a Ipiranga registrou a importação de 1,4 bilhão de litros, equivalendo a 14,3% do volume total trazido para o país. Em seguida, destacam-se a Vibra, com uma fatia de 12%, e a Raízen, que representou 4% das importações.
Estatísticas do setor mostram que aproximadamente um terço de todo o diesel consumido no território brasileiro tem origem estrangeira. As compras diretas no mercado internacional foram executadas pelas empresas distribuidoras com o objetivo de cumprir compromissos contratuais e assegurar a estabilidade dos estoques nacionais.
Nos primeiros momentos do conflito deflagrado no Oriente Médio, empresas de menor porte representavam cerca de 40% do combustível importado de forma avulsa. No entanto, com a escalada e a volatilidade dos preços internacionais, as operações tornaram-se menos lucrativas, provocando uma retração na participação desses agentes especializados, cuja fatia caiu para patamares inferiores a 20%.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
