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Lojistas cobram poda de árvore preventiva após suspensão de licitação na Capital

Devido a prejuízos no comércio com a falta de energia durante temporais, a CDL pede cronograma de manutenção e critica a suspensão de licitação em Campo Grande.

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Lojistas cobram poda de árvore preventiva após suspensão de licitação na Capital

A suspensão da licitação da Prefeitura de Campo Grande para serviços de poda e remoção de árvores reacendeu a forte preocupação de lojistas locais com os riscos provocados pela falta de manutenção preventiva na Capital. O processo licitatório, que havia sido suspenso na última quarta-feira (30), previa a contratação de serviços que poderiam alcançar o montante de R$ 20,3 milhões, mas acabou retirado do calendário oficial antes da disputa marcada inicialmente para o dia 5.

Diante do cenário, a CDL Campo Grande (Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande) veio a público defender que o município adote de forma urgente um plano permanente de zeladoria urbana. O objetivo principal da medida é reduzir as ocorrências drásticas durante temporais e mitigar os severos prejuízos sofridos pelo comércio varejista local.

O edital que estava em andamento estimava como referência técnica a realização de 19.673 podas, 1.577 remoções de árvores e 787 retiradas de exemplares já caídos. A execução do contrato de 12 meses seria dividida entre as regiões do Anhanduizinho, Bandeira, Centro, Imbirussu, Lagoa, Prosa e Segredo, com pagamentos condicionados estritamente aos serviços efetivamente executados.

Para o presidente da CDL Campo Grande, Adelaido Luiz Figueiredo, a ausência de ações preventivas agrava diretamente os impactos das tempestades sobre os estabelecimentos comerciais. Segundo o dirigente, a queda de árvores sobre a rede elétrica gera interrupções generalizadas no fornecimento de energia, além de danificar serviços essenciais de telefonia e internet.

O impacto financeiro relatado pelo setor é expressivo. Comerciantes registraram perdas drásticas de mercadorias devido ao corte prolongado de energia, a exemplo de uma sorveteria que perdeu toda a produção com prejuízo avaliado em R$ 150 mil, além de restaurantes que também sofreram perdas irrecuperáveis de insumos e alimentos perecíveis.

A entidade aponta ainda entraves burocráticos severos que impedem o próprio empresário de atuar na prevenção de riscos. Enquanto lojistas podem ser multados caso realizem podas sem autorização prévia, os pedidos formais protocolados nos órgãos municipais enfrentam longos prazos de atendimento, deixando o comércio vulnerável entre o risco de multas ou de prejuízos materiais severos.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano