Um indivíduo de 37 anos foi capturado no município de Praia Grande, situado na Baixada Santista, sob a suspeita de ter sequestrado a própria filha, de dez anos, no município de Barueri, localizado na Grande São Paulo. A ação policial ocorreu após o suspeito cometer agressões contra a sua ex-companheira, que é a mãe da criança.
Como a identidade do homem não foi divulgada pelas autoridades competentes, não foi possível localizar representantes legais para manifestação de defesa. Constava nos registros policiais um mandado de prisão em aberto contra o investigado, o qual, conforme informações repassadas pela Polícia Militar, confessou a autoria das agressões contra a mulher e o afastamento da menor do convívio materno.
A abordagem policial aconteceu durante a madrugada na rua Argentina, situada no bairro Guilhermina, na cidade litorânea, momento em que o suspeito caminhava acompanhado da menina. De acordo com o relato da corporação militar, ao ser submetido à verificação de dados pessoais, o indivíduo tentou empreender fuga a pé, desencadeando uma perseguição pelas ruas da região.
Os agentes conseguiram alcançar o fugitivo, que ofereceu resistência no momento da abordagem, exigindo o uso de técnicas de contenção para imobilizá-lo com segurança. Conforme o registro da ocorrência policial, o sequestro da criança teria ocorrido no dia 20 de setembro, logo após episódios de violência física e ameaças desferidas contra a ex-companheira no interior de um estabelecimento hoteleiro em Barueri.
Durante os relatos prestados às autoridades, o suspeito admitiu ter transitado por diferentes localidades do estado antes de se estabelecer temporariamente em Praia Grande, motivado pela ciência de que já era considerado foragido pela Justiça paulista. Em decorrência dos procedimentos padrão, tanto o pai quanto a menina foram encaminhados separadamente ao Pronto-Socorro Central para avaliações médicas de rotina.
Após o atendimento de saúde, ambos foram conduzidos até as instalações da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). O homem foi formalmente autuado e preso sob as acusações de sequestro e cárcere privado, enquanto a criança permaneceu sob a tutela e os cuidados do Conselho Tutelar até o efetivo reencontro com a mãe.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
