O Conselho de Administração da Santa Casa de Campo Grande realizou uma reunião extraordinária na tarde de sexta-feira (11) para debater os desdobramentos da Operação Antidotum, deflagrada pelo Ministério Público. Durante o encontro, a administração manifestou solidariedade aos integrantes da diretoria que foram atingidos por medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Em nota oficial divulgada neste sábado (12), a Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande informou que o objetivo principal da deliberação foi assegurar a manutenção e a continuidade dos serviços de assistência à saúde prestados à população, garantindo que o hospital não vai parar.
A operação, conduzida pelo Gecoc com apoio do Gaeco e da Polícia Militar, resultou na prisão de seis pessoas. Entre os alvos detidos estão a presidente da instituição, Alir Terra Lima, além de outros diretores, funcionários e um empresário ligado a uma empresa investigada nos contratos sob suspeita.
O Conselho de Administração destacou na nota a dedicação e os serviços prestados pelos diretores ao longo dos anos em favor da comunidade. A entidade reiterou que aguarda o devido esclarecimento dos fatos pelas autoridades competentes e declarou confiança na atuação da Justiça brasileira.
A Operação Antidotum cumpriu dezenas de mandados de busca e apreensão em diferentes cidades e investiga supostas irregularidades em dois núcleos principais de contratos. Um deles envolve a digitalização de prontuários médicos, enquanto o segundo abrange acordos da Santa Casa Saúde com empresas ligadas ao mesmo grupo econômico da direção.
Apesar da crise institucional e das dificuldades operacionais que o hospital já enfrentava recentemente — incluindo suspensões temporárias de cirurgias eletivas e problemas com o fornecimento de insumos —, a direção reforçou que os atendimentos seguem funcionando normalmente e que os pacientes não serão desassistidos.
Fonte: www.campograndenews.com.br
