A defesa de um dos empresários investigados pelo desabamento de um prédio na zona leste de São Paulo protocolou um pedido de prisão domiciliar, alegando que o cliente necessita de cuidados médicos contínuos. O trágico incidente ocorreu na madrugada do último sábado, dia 12 de setembro, na Rua Tequici, localizada no bairro da Penha.
De acordo com os advogados Victor Pegoraro e Gabriela Silvistre Pegoraro, responsáveis pela defesa do empresário, ele realiza tratamento médico para broncopatia inflamatória. Para fundamentar o pedido perante as autoridades, a equipe jurídica anexou ao inquérito policial exames clínicos recentes, receitas médicas e comprovantes de consultas.
Além do empresário contemplado pelo pedido de substituição da custódia, a Justiça também decretou a prisão temporária de outras duas pessoas envolvidas no empreendimento: Cristiano, engenheiro apontado como responsável pela execução da obra, e Isis, proprietária formal da empresa. Conforme as informações divulgadas até o momento da publicação, ambos permaneciam foragidos.
O caso ganhou grande repercussão devido à gravidade dos danos estruturais e humanos. A queda da edificação principal acabou atingindo diretamente uma residência vizinha, provocando o colapso total da estrutura ao lado e soterrando os moradores que dormiam no local.
O bilanço trágico do desabamento confirmou a morte de seis pessoas que estavam na casa atingida, entre as quais havia uma mulher gestante. Outras duas vítimas, incluindo um bebê, foram resgatadas com vida pelos equipes de socorro e prontamente encaminhadas para atendimento médico no hospital municipal do Tatuapé.
No que tange ao histórico da edificação, registros indicam que a prefeitura havia autorizado uma nova obra no local em 2023, sob a exigência estrita de que a estrutura pré-existente fosse demolida. No entanto, uma vistoria realizada em fevereiro de 2024 atestou formalmente a suposta conclusão da demolição, embora imagens anexadas ao processo sugiram que o prédio já estivesse em processo de construção desde o ano de 2019.
Fonte: noticias.uol.com.br
