Últimas notícias
BRASIL

Líbano quer acordo de segurança com Israel e desarmamento do Hezbollah sem confronto, diz presidente

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, declarou que o país busca um acordo de segurança com Israel após a retirada de tropas e pretende desarmar o Hezbollah por vias pacíficas.

Compartilhe: WhatsApp Facebook X
Líbano quer acordo de segurança com Israel e desarmamento do Hezbollah sem confronto, diz presidente

O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou recentemente que tem a intenção de firmar um acordo de segurança com Israel logo que o país vizinho retire suas tropas do sul do território libanês. Em entrevista concedida à agência de notícias AFP, ele também destacou que o governo está plenamente determinado a proceder com o desarmamento do grupo Hezbollah, evitando qualquer tipo de confronto armado no processo.

Antes de embarcar rumo à França nesta quarta-feira (16), Aoun enfatizou a necessidade de implementar uma nova força internacional — de origem europeia ou de outras nações — para evitar um vácuo na segurança assim que o mandato das forças de paz da ONU no sul do país chegar ao fim, o que ocorrerá no encerramento deste ano.

Diante desse cenário de transição, o chefe de Estado solicitou apoio formal dos Estados Unidos, da União Europeia e de países árabes para respaldar as Forças Armadas libanesas durante a movimentação e o posicionamento das tropas por toda a região sul do Líbano. Em Paris, Aoun participa de uma reunião convocada pelo presidente francês Emmanuel Macron, contando também com a presença do rei Abdullah 2º, da Jordânia, com o intuito de mobilizar o suporte internacional necessário.

Segundo o mandatário, a prioridade absoluta é impedir qualquer cenário de vácuo institucional ou militar. Ele ressaltou que a atuação de uma eventual nova força na área parcialmente ocupada por Israel teria caráter estritamente temporário, servindo apenas de apoio até que o próprio Exército libanês consiga assumir o controle total das posições.

O Conselho de Segurança da ONU, sob forte pressão exercida pelos Estados Unidos, votou em 2025 pelo término definitivo do mandato da Unifil, a força de paz das Nações Unidas que atua no sul libanês desde 1978. Caso não haja prorrogação, a desmobilização das bases ocorrerá de forma gradual a partir de 1º de janeiro, com a saída de mais de 7.500 soldados de cerca de 50 países.

Aoun também pontuou que o almejado acordo de segurança com Israel serve fundamentalmente para encerrar o estado de hostilidade e viabilizar a presença do Exército na fronteira. Para ele, embora essa medida possa pavimentar o caminho para negociações de paz futuras, o passo imediato não comporta um acordo de paz direto.

Reiterando a postura do governo em relação ao grupo apoiado pelo Irã, o presidente reforçou que o desarmamento do Hezbollah não é negociável e tampouco está aberto a discussões. No entanto, ele fez questão de ponderar que o propósito governamental passa longe de fomentar um conflito sangrento ou de desencadear uma nova guerra civil no país.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Escrito por

admin