Publicações que circulam em redes sociais têm disseminado informações falsas ao afirmar que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria falsificado um laudo de espionagem da Polícia Federal com o objetivo de atingir o colega de corte André Mendonça. Os mesmos conteúdos enganosos também acusam infundadamente o magistrado de ter produzido a conhecida “minuta do golpe”.
A checagem dos fatos demonstra que tais alegações carecem de qualquer veracidade e distorcem o contexto de investigações oficiais conduzidas pelas autoridades competentes. No que diz respeito à chamada “minuta golpista”, o documento foi apreendido pela Polícia Federal durante uma operação realizada em janeiro de 2023 na residência de Anderson Torres, que atuou como ministro da Justiça e Segurança Pública durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O material em questão foi descoberto dentro de um armário e consistia em uma proposta de decreto voltada a reverter o resultado das eleições presidenciais de 2022. Conforme o andamento das apurações conduzidas pela Polícia Federal, elementos colhidos indicaram que o ex-presidente solicitou e aprovou modificações na referida proposta, tornando-a uma peça central nas acusações e condenações relacionadas à trama golpista.
No tocante à investigação envolvendo o ministro André Mendonça, a atuação de Alexandre de Moraes baseou-se em relatórios de inteligência e documentos repassados formalmente pela própria Polícia Federal. O pedido de apuração ocorreu após a análise de mensagens obtidas a partir do celular de Daniel Vorcaro, que motivaram acusações ligadas a supostos crimes de responsabilidade, abuso de autoridade e improbidade administrativa.
A propagação dessas narrativas falsas encontrou ampla repercussão em plataformas digitais, alcançando dezenas de milhares de interações, curtidas e compartilhamentos em perfis do Instagram e da rede social X (antigo Twitter). A verificação da veracidade dessas postagens também foi realizada por outros veículos de imprensa, como o Estadão Verifica, que confirmaram a falsidade das imputações direcionadas ao ministro do STF.
Especialistas em checagem de fatos reforçam a importância de os cidadãos verificarem a procedência de informações antes de compartilhá-las, especialmente em cenários de alta polarização política. Canais de atendimento especializados continuam abertos ao público para receber e analisar suspeitas de conteúdos enganosos que circulam na internet.
Fonte: noticias.uol.com.br
