O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, rebateu nesta quinta-feira (17), no Rio de Janeiro, as críticas do governo de Donald Trump referentes à atuação do Brasil no combate a facções criminosas. As declarações do presidente dos Estados Unidos acusavam o país de ter falhado no enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), organizações recentemente incluídas pelos EUA na lista de grupos terroristas por meio de um documento divulgado pelo Departamento de Estado.
Durante entrevista concedida no Escritório Nacional Antifacção, no Centro do Rio, o ministro afirmou que os dados referentes às operações realizadas em território brasileiro demonstram que a avaliação apresentada pelo governo americano “não se confirma” e carece de consistência. Segundo ele, os números atuais superam os registros de períodos anteriores.
Wellington destacou o crescimento das ações de repressão direcionadas ao crime organizado e enfatizou a importância da integração operacional entre as forças federais, estaduais e municipais. De acordo com sua avaliação, o país vive atualmente o momento mais maduro na resposta estatal prestada contra as facções criminosas.
Como principais avanços institucionais, o chefe da pasta citou a aprovação da Lei Antifacção e a expansão da capacidade operacional das forças de segurança, argumentando que o novo marco regulatório proporciona uma atuação muito mais contundente do que a observada antigamente.
O ministro também fez questão de ressaltar que o Brasil não foi formalmente incluído na lista de 23 países encaminhada pela administração Trump ao Congresso dos Estados Unidos. Conforme explicou, a menção ao país ocorreu de forma secundária e sem o enquadramento jurídico direcionado às nações que compõem efetivamente o rol principal.
As declarações oficiais foram externadas durante uma coletiva de imprensa sobre uma operação nacional voltada a combater irregularidades na comercialização de aparelhos celulares. A ação, vinculada ao programa Celular Seguro, fiscalizou cerca de 200 estabelecimentos em 15 estados, mirando toda a cadeia criminosa que envolve roubo, furto, receptação e revenda de dispositivos eletrônicos.
Fonte: g1.globo.com
