A duas semanas da realização das eleições de 2026, o cenário político brasileiro volta a chamar a atenção não apenas pelas propostas partidárias, mas também pela criatividade estampada nas urnas eletrônicas. Como já é tradição no país, o pleito traz uma série de candidatos que escolhem apelidos curiosos, alcunhas populares e referências a figuras da política internacional, da música e da televisão para conquistar o eleitorado.
As normas que regem essa prática são estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A legislação permite que os concorrentes utilizem prenome, sobrenome, nome abreviado, cognome ou apelido, desde que o registro não ultrapasse o limite de 30 caracteres. Além disso, a regra impõe restrições para garantir que a identificação seja clara, proibindo termos que gerem dúvidas sobre a identidade do candidato ou que sejam considerados ofensivos, ridículos ou irreverentes.
No estado do Paraná, a lista de apelidos registrados é ampla e diversificada. Para a disputa da Câmara dos Deputados, os eleitores encontrarão nomes conhecidos na política local e regional, como Emerson Petriv, o Boca Aberta (Republicanos); Elio Cézar dos Santos, o Fubá (MDB); Johnny da Cunha, o Lambe-Lambe (PSB); José Aparecido Gotardo, o Ratinho de Colombo (PSD); Paulo Roberto da Costa, o Galo (Solidariedade); e Marcelo da Rosa, o Solitário (PSB).
A criatividade também marca a corrida eleitoral para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Entre os candidatos registrados no estado figuram Aparecido Domingos Regime, que concorre como Zebra (PP); Valdecir Jalasko, conhecido nas urnas como Pintinho (PDT); e Claudeci do Espírito Santo, que adotou o apelido de Raposão da Mega (Rede).
Fora do território paranaense, a tendência de apelidos irreverentes se repete com força em vários estados brasileiros. Em Minas Gerais, o candidato Plínio Trump (Novo) aposta em uma alcunha que remete ao presidente americano. Já em Mato Grosso do Sul, Vilmar Rigo (Novo) concorre utilizando o nome de urna Bolsonaro da Shopee. No Rio de Janeiro, a diversidade de registros inclui Emerson Cruz de Oliveira como Zé Ninguém (Mobiliza), Keila Prado buscando votos como Keila Acaba Não Mundão (PL), e Walcy Vieira registrado como Mick Jagger (PT), em homenagem ao icônico vocalista da banda Rolling Stones.
Outros estados também registram candidaturas com forte apelo popular e humorístico. No Ceará, Maria Gomes apresenta-se como Deusa do Cras (Mobiliza); no Amazonas, o militar Milton Moreira Pinto concorre ao Senado sob a alcunha de Xuxa do Amazonas (Mobiliza); em Sergipe, Liberato Ferreira Antão utiliza o nome Gugu Liberato (Avante); em Minas Gerais, Geraldo Faustão Viana carrega o apresentador no próprio sobrenome (PP); e, na Bahia, Tcharles Costa da Silva concorre como Gordinho do Momento (PDT).
Fonte: tnonline.uol.com.br
