Uma nova pesquisa da Quaest, divulgada nesta terça-feira (22), revela quais são os maiores sonhos dos eleitores brasileiros neste momento da vida. O levantamento aponta que comprar a casa própria é a principal aspiração para 19% da população. Em segundo lugar, aparece o desejo de ver o filho formado na universidade, citado por 13% dos entrevistados.
A lista de aspirações também contempla metas financeiras e de qualidade de vida. Abrir ou fazer o próprio negócio progredir e quitar as dívidas registram 9% cada, enquanto ter mais tempo livre é a escolha de 7%. Os participantes puderam escolher apenas um item de uma lista apresentada pelos pesquisadores.
O levantamento foi encomendado pela Globo e por O Globo, ouvindo 2.004 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro total é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é o BR-06004/2026.
O desejo pela casa própria varia de forma significativa conforme a faixa etária. Entre os jovens de 16 a 34 anos, o percentual sobe para 30%. O índice cai para 18% entre aqueles com idade entre 35 e 59 anos, e chega a 12% entre os eleitores com 60 anos ou mais. Entre os mais jovens, abrir o próprio negócio atinge 12%, e ver o filho formado na universidade alcança 10%.
Quando analisado o recorte por renda familiar, a compra da casa própria continua sendo a resposta numericamente mais citada em todas as faixas avaliadas. Ela é o maior sonho para 23% daqueles que recebem até dois salários mínimos, para 20% na faixa de mais de dois a cinco salários mínimos, e para 17% entre os que ganham acima de cinco salários mínimos.
No panorama regional, a busca pela casa própria lidera ou empata tecnicamente nas principais regiões do país, sendo citada por 24% no agrupamento de Centro-Oeste e Norte, 20% no Nordeste e 19% no Sudeste. No Sul, o maior sonho apontado numericamente é ver o filho formado na universidade, com 15%, seguido pela casa própria, com 12%, embora a diferença esteja dentro da margem de erro regional de seis pontos percentuais.
Fonte: g1.globo.com
