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Dólar cai a R$ 5,10 e acumula perda de 7% desde o início do ano

Moeda norte-americana recuou 0,11% nesta terça-feira e fechou cotada a R$ 5,1028, refletindo o cenário econômico interno e externo.

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Dólar cai a R$ 5,10 e acumula perda de 7% desde o início do ano

O dólar comercial fechou a terça-feira (22) em queda de 0,11%, cotado a R$ 5,1028, ampliando a desvalorização acumulada ao longo do mês de setembro. Com o resultado do pregão, a moeda norte-americana passou a registrar perda de 0,80% na semana e de 1,48% no mês. Desde janeiro, a retratação acumulada chega a 7,03%, mantendo a cotação pouco acima da faixa de R$ 5,10. Já o dólar para turismo terminou o dia cotado a R$ 5,302, registrando baixa de 0,03%.

A trajetória de queda reflete a valorização do real ao longo do ano, em um cenário econômico moldado por oscilações na taxa de juros, dados de inflação e variações no ambiente externo. Paralelamente ao comportamento do câmbio, a bolsa de valores brasileira apresentou desempenho positivo e encerrou o dia em alta de 0,44%, atingindo 187.423 pontos. O Ibovespa acumula avanço de 1,21% na semana, 5,66% em setembro e 16,35% desde o início do ano.

Um dos principais focos de atenção dos investidores durante o pregão foi a divulgação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). No documento, o Banco Central reconheceu a existência de sinais evidentes de desaceleração da atividade econômica, do mercado de crédito e da inflação. No entanto, a autoridade monetária manteve uma postura de cautela diante dos riscos persistentes para os preços e das incertezas originadas no cenário internacional.

No Boletim Focus mais recente divulgado pelo Banco Central, analistas e economistas consultados projetam que a taxa básica de juros, a Selic, encerre o ano de 2026 em 13,5% ao ano. A manutenção de juros em patamares elevados continua sendo um fator determinante e relevante para o mercado de câmbio, uma vez que taxas maiores aumentam a atratividade de investimentos e aplicações em reais no país.

No exterior, o comportamento do mercado de commodities também exerceu influência sobre os negócios, com destaque para a queda nas cotações do petróleo. O contrato do Brent, referência internacional utilizada pelo mercado, recuou 1,03% e encerrou a sessão cotado a US$ 99,31 o barril, fechando abaixo da marca psicológica de US$ 100.

Complementando o cenário internacional de energia, o petróleo WTI (West Texas Intermediate), negociado nos Estados Unidos, também fechou em baixa, cotado a US$ 94,59 o barril. O movimento de desvalorização da commodity ocorreu em meio às expectativas dos agentes financeiros de uma possível redução nas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano