Uma ativista da oposição venezuelana aproveitou o encerramento da viagem de quatro dias do papa à França para entregar diretamente ao pontífice uma carta apelando pela situação de detenção política em sua terra natal. O encontro e a entrega do documento ocorreram logo após a celebração de uma missa solene na catedral de Metz.
A missa marcou o desfecho da jornada papal em solo francês, ocasião em que o líder religioso também aproveitou para proferir um apelo contundente em prol da paz na Europa. Aproveitando a proximidade com a comitiva, a opositora conseguiu repassar o pleito humanitário ao Santo Padre.
Em declarações concedidas à agência AFP, a cidadã venezuelana de 50 anos detalhou o teor do pedido feito ao líder da Igreja Católica. Ela relatou ter solicitado orações intensas pela nação sul-americana, pela estabilidade da população e pela soltura dos indivíduos detidos por motivações políticas.
Durante a mobilização em Metz, a ativista esteve acompanhada por outras duas representantes do movimento “Con Vzla” no território francês, identificadas como Eva Paredes e Lisette Padrón. O grupo marcou presença portando um estandarte branco com a imagem de Nossa Senhora de Coromoto, reconhecida como a padroeira oficial da Venezuela.
O contexto político na Venezuela permanece tenso e sob forte escrutínio internacional, especialmente com o governo liderado por Delcy Rodríguez sob intensa pressão diplomática por parte dos Estados Unidos. Embora uma lei de anistia tenha sido promulgada em fevereiro após a captura de Nicolás Maduro, os processos de liberação dos detentos têm avançado de maneira lenta.
Dados consolidados pela organização não governamental Foro Penal em seu balanço mais recente, divulgado no dia 18 de setembro, apontam que ainda persistem centenas de casos de detenções motivadas por questões políticas no país, contabilizando um total de 344 indivíduos presos sob tais circunstâncias.
Fonte: noticias.uol.com.br
