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Fachin defende segurança e transparência na liberação de precatórios

Ministro Edson Fachin destacou em sessão do CNJ a importância da rastreabilidade e de novas ferramentas tecnológicas para administrar o mercado secundário de precatórios.

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Fachin defende segurança e transparência na liberação de precatórios

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, enfatizou a necessidade urgente de maior transparência e segurança nas negociações do mercado secundário de precatórios. Durante uma sessão do CNJ realizada nesta terça-feira (29), o magistrado pontuou que a prioridade é conferir rastreabilidade a esse segmento econômico que movimenta expressivos volumes de direitos creditórios.

Fachin resgatou as iniciativas que o CNJ tem implementado para qualificar a gestão dos precatórios, compreendidos como dívidas de responsabilidade do Poder Público reconhecidas em juízo. De acordo com o presidente da Corte, a administração tem promovido um avanço gradual e consistente na matéria por meio de pilares baseados em regulação estrita, inovação tecnológica, cruzamento de dados e transparência pública.

Como exemplo prático dos esforços institucionais, o ministro mencionou a implementação de um painel nacional de dados. A ferramenta dispõe de um portal com pormenores sobre cada precatório e inclui uma calculadora desenvolvida para viabilizar consultas rápidas acerca do valor devidamente atualizado de cada título.

O contexto de discussões sobre o tema envolve o funcionamento do mercado secundário, no qual credores optam por negociar seus direitos com deságio para obter liquidez imediata por meio de compradores dispostos a aguardar o recebimento integral no futuro. Esse segmento específico tornou-se o epicentro de investigações federais decorrentes das apurações em torno do antigo Banco Master, instituição financeira recentemente liquidada pelo Banco Central sob a acusação de gestão fraudulenta.

As autoridades policiais conduzem diligências para esclarecer eventuais conexões ilícitas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do extinto banco, e operadores do sistema de Justiça, levantando suspeitas de favorecimento em liberações de precatórios voltadas à comercialização com deságios elevados. Em consonância com o debate, o decano do STF, ministro Gilmar Mendes, instou o avanço das apurações criminais e exigiu ações enérgicas de chefes de tribunais superiores para coibir irregularidades.

Em desdobramentos recentes, o corregedor-nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves, decretou o cancelamento de R$ 4,7 bilhões em precatórios vinculados a usinas sucroalcooleiras que haviam negociado os papéis com o Master. As medidas incluem fiscalizações conjuntas com a Polícia Federal em gabinetes de tribunais regionais, enquanto o caso segue sob escrutínio para apurar as ramificações contratuais e institucionais reveladas por investigações e relatórios de inteligência.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano