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Justiça manda soltar ex-diretor investigado por desvios no HR

Rehder Batista terá de comparecer em juízo e não poderá sair de Campo Grande sem autorização após ordem do STJ.

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Justiça manda soltar ex-diretor investigado por desvios no HR

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a soltura de Rehder dos Santos Batista, ex-diretor administrativo e financeiro do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS). Ele é acusado de participar de um esquema de desvios milionários de recursos públicos da unidade de saúde. A ordem foi comunicada à 5ª Vara Criminal de Campo Grande e publicada no Diário da Justiça.

Com a decisão, o juízo determinou a expedição do alvará de soltura para colocá-lo em liberdade, a menos que exista outra ordem de prisão em vigor contra ele. No entanto, a corte impôs restrições rigorosas ao ex-diretor, incluindo a obrigatoriedade de comparecer à Justiça sempre que for chamado e a proibição de deixar Campo Grande sem autorização prévia.

Além disso, Rehder ficou proibido de ocupar cargos públicos ou de celebrar contratos com o Poder Público, mesmo por meio de terceiros ou empresas. A 5ª Vara Criminal ainda determinou que ele informe mensalmente um número de telefone para contato. O processo tramita em segredo de justiça, e a publicação não detalhou qual ministro do STJ assinou a medida nem os fundamentos exatos da soltura.

O ex-diretor já havia sido alvo de outras ordens de prisão no âmbito das investigações sobre fraudes no hospital. Em junho de 2024, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) decretou sua prisão após ele deixar de ser localizado pelas autoridades e por uma sindicância do governo estadual. Posteriormente, ele foi localizado na cidade de Itajaí (SC), onde residia, e encaminhado ao sistema prisional.

As investigações conduzidas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) revelaram diversas frentes de fraudes e desvios de verbas destinadas ao HRMS. Em uma das frentes, o MPMS apontou que Rehder e empresários da empresa Cirumed Comércio simularam 45 transações de compra de medicamentos e insumos entre os anos de 2016 e 2019, gerando um prejuízo estimado em R$ 12 milhões.

Os desdobramentos judiciais incluem condenações em ações de improbidade e processos criminais. Em julho de 2025, uma sentença de primeira instância condenou Rehder, outro ex-diretor e empresários por um esquema de compras simuladas de reagentes que causou prejuízo de R$ 1,8 milhão. Ao todo, as investigações do MPMS apontam que o esquema no hospital pode ter desviado mais de R$ 20 milhões por meio de documentos falsos e fraudes em licitações e contratos.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano