Mato Grosso do Sul alcançou a marca de 55,26 milhões de toneladas de cana-de-açúcar produzidas em 2025, garantindo a manutenção da quarta posição entre os estados produtores da cultura no Brasil. O balanço oficial foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) 2025, revelando um avanço de 5,3% frente ao volume colhido no ano anterior.
A expansão da cultura também se refletiu diretamente na área destinada ao plantio no território sul-mato-grossense, que passou de 672,5 mil hectares em 2024 para 723,3 mil hectares no último ano, representando um crescimento de 7,6%. Esse índice colocou o estado na quinta colocação nacional em termos de expansão proporcional da área cultivada.
Em uma perspectiva de longo prazo, o avanço é ainda mais expressivo. Há dez anos, em 2015, o estado contava com 546,1 mil hectares dedicados à cana, o que aponta para um crescimento acumulado de 32,4% no período. No mesmo intervalo, a produção física subiu de 43,92 milhões para os atuais patamares, traduzindo-se em um acréscimo de 25,8%.
O valor bruto gerado pela lavoura de cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul atingiu R$ 8,14 bilhões em 2025, superando os R$ 8 bilhões registrados em 2024. Quando comparado ao desempenho financeiro de 2015, quando a produção movimentou R$ 2,82 bilhões, o salto acumulado chega a expressivos 188,7%.
O grande destaque do estado no cenário nacional ficou por conta do município de Nova Alvorada do Sul, que assegurou a segunda colocação entre todas as cidades produtoras do país, com um volume de 7,73 milhões de toneladas colhidas. A localidade sul-mato-grossense ficou atrás apenas de Uberaba (MG), que liderou o ranking com 9 milhões de toneladas.
Apesar da forte representatividade e da segunda posição nacional, Nova Alvorada do Sul registrou uma retração de 4,9% em sua produção comparada ao ciclo anterior. No entanto, o impacto foi compensado pelo crescimento expressivo em outras regiões do estado, consolidando o avanço geral da agropecuária sul-mato-grossense ao longo do ano de 2025.
Fonte: www.campograndenews.com.br
