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Dezoito suspeitos de matar presidente do Haiti chegam a Miami, nos EUA

Dezoito indivíduos suspeitos de envolvimento no assassinato do ex-presidente haitiano Jovenel Moïse foram transferidos para Miami, nos Estados Unidos, onde enfrentarão julgamento.

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Dezoito suspeitos de matar presidente do Haiti chegam a Miami, nos EUA

Dezoito indivíduos acusados de envolvimento no assassinato do presidente do Haiti, Jovenel Moïse, foram transferidos para a cidade de Miami, localizada nos Estados Unidos, onde responderão perante a Justiça americana.

Conforme apontado pelos promotores do caso, os réus são acusados de financiar a conspiração criminosa utilizando recursos obtidos por meio de empréstimos fraudulentos concedidos pelo Programa de Proteção ao Salário, iniciativa criada durante o período da pandemia de Covid-19.

As investigações conduzidas pelas autoridades dos Estados Unidos indicam que o plano foi arquitetado e financiado majoritariamente na região sul da Flórida, culminando no ataque que tirou a vida do líder haitiano.

Documentos apresentados perante a Justiça detalham que o objetivo inicial da articulação era a deposição violenta de Moïse, plano este que terminou concretizado em seu assassinato por mercenários.

Anteriormente, em maio, quatro apontados como principais líderes da trama já haviam sido condenados em Miami, enfrentando a possibilidade de cumprimento de penas de prisão perpétua após o julgamento conduzido pela promotoria.

O ministro da Justiça do Haiti, Patrick Pelissier, confirmou formalmente a transferência dos dezoito suspeitos para solo norte-americano, justificando a medida diante das severas dificuldades enfrentadas pelo sistema judicial local.

Segundo o ministro haitiano, o processo interno não conseguiu avançar para um julgamento efetivo mesmo após transcorridos cinco anos de procedimentos formais nas instâncias do país caribenho.

A transferência, no entanto, gerou reações divergentes e críticas severas por parte de defensores dos direitos humanos, a exemplo do ativista Pierre Espérance.

Espérance classificou o episódio como uma demonstração negativa da capacidade operacional do Estado e definiu a situação como uma vergonha para o sistema de Justiça haitiano, reiterando a necessidade de fortalecimento institucional.

Fonte: noticias.uol.com.br

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