Últimas notícias
BRASIL

Conselho Superior do MPF rejeita abertura de inquérito contra Paulo Gonet

Por margem apertada de 5 votos a 4, o colegiado do Ministério Público Federal decidiu arquivar pedido de investigação contra o procurador-geral da República.

Compartilhe: WhatsApp Facebook X
Conselho Superior do MPF rejeita abertura de inquérito contra Paulo Gonet

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) tomou a decisão, por 5 votos a 4, de rejeitar a abertura de um procedimento investigativo formal contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet. A deliberação ocorreu nesta sexta-feira (25) em Brasília, após debates sobre menções ao nome do chefe do órgão ministerial em conversas extraídas de dispositivos eletrônicos apreendidos pela Polícia Federal.

As referências a Gonet surgiram a partir de diálogos encontrados no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, atualmente sob custódia policial. O Partido Novo havia protocolado um pedido para que o procurador-geral passasse a ser investigado por suposta prevaricação, além de requerer seu afastamento da supervisão dos processos judiciais associados às irregularidades financeiras apuradas no âmbito do Banco Master.

Contudo, durante a mesma sessão deliberativa, os conselheiros optaram por manter Gonet na liderança dos procedimentos relativos ao caso. Neste ponto específico, o colegiado registrou unanimidade com 9 votos a favor de preservar o procurador-geral em suas funções habituais, afastando qualquer pretensão de remoção imediata do cargo.

A corrente contrária à investigação foi encabeçada pelo relator do caso, Francisco Sanseverino, acompanhado pelos subprocuradores Celso Albuquerque, Alexandre Camanho, Hidenbugo Chateaubriand e Nicolau Dino. Por outro lado, os votos favoráveis à abertura do inquérito partiram dos subprocuradores Janice Ascari, Samantha Chantal Dobrowolski, José Adonis e Ana Borges Santos.

Durante a argumentação, Hinderburgo Chateaubriand enfatizou que a remoção do chefe do MPF caberia exclusivamente ao Poder Judiciário e pontuou a inexistência de elementos que comprovem laços de amizade íntima entre Gonet e Vorcaro. Em contraponto, a subprocuradora Ana Borges classificou o episódio envolvendo a instituição financeira como um grave caso de corrupção sistêmica no mercado financeiro.

As conversas que motivaram a polêmica vieram a público após o ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo de trechos da investigação que continham mensagens trocadas pelo ex-banqueiro. Embora o nome de Paulo Gonet tenha aparecido nas tratativas descobertas pelos investigadores federais, autoridades ressaltam que não há registros de interferência real por parte do procurador nas diligências em curso.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano