O gabinete da primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, afirmou em nota oficial divulgada nesta quarta-feira (7) que, independentemente de críticas e questionamentos, ela seguirá firmemente na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A manifestação ocorre após uma reunião de coordenadores da campanha petista realizada em Brasília, na terça-feira (6), que foi marcada por debates intensos e críticas direcionadas à área de comunicação e à atuação direta da primeira-dama no processo eleitoral.
Em comunicado enviado ao portal g1, a equipe de Janja reforçou a legitimidade de sua participação e o respaldo presidencial. Segundo o texto, o objetivo principal e unificado de todos os envolvidos na mobilização é garantir a reeleição do atual mandatário.
A ex-senadora Kátia Abreu, que atua como coordenadora da campanha de Lula no Tocantins, confirmou publicamente em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, que fez críticas à primeira-dama durante o encontro interno da cúpula.
Durante a reunião, que debateu ajustes e mudanças na estratégia para o segundo turno, Kátia Abreu argumentou que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) deveria ter uma participação de maior destaque na campanha, avaliando que Janja estaria ocupando um espaço superior ao do vice.
A ex-senadora pontuou que a avaliação foi estritamente pragmática e baseada em critérios de estratégia política eleitoral, ressaltando a experiência e a capacidade de Alckmin, especialmente no que tange aos assuntos da área econômica.
Nos comícios e atos realizados ao longo do primeiro turno, o protagonismo assumido pela primeira-dama já havia gerado certo incômodo em uma ala da coordenação da campanha, uma vez que ela costumava ter papel central na organização dos eventos, além de discursar e cantar ativamente.
Entre os episódios que repercutiram durante a campanha, Janja chamou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de “Bolsonara de Ceilândia” em um ato no Distrito Federal, apelido que posteriormente passou a ser utilizado pela própria opositora em camisetas.
Em Minas Gerais, a primeira-dama também se referiu ao deputado federal Nikolas Ferreira como “piá de bosta”, termo que o parlamentar acabou adotando e estampando em suas publicações nas redes sociais como forma de reação.
Fonte: g1.globo.com
