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Preso no Caso Lívia é acusado de liderar rede de violência contra adolescentes

José Armando teve habeas corpus negado por unanimidade; grupo usava ambiente virtual para recrutar e coagir menores em esquema de violência.

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Preso no Caso Lívia é acusado de liderar rede de violência contra adolescentes

José Armando Barroso de Carvalho, preso no âmbito do chamado Caso Lívia, é acusado de exercer um papel de liderança em uma organização criminosa que utilizava o ambiente virtual para recrutar, coagir e submeter adolescentes a práticas extremas, incluindo automutilação, maus-tratos a animais e suicídio. Mesmo tentando reverter sua situação jurídica por meio de um habeas corpus, ele teve o pedido negado por unanimidade pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

O homem foi formalmente denunciado por homicídio qualificado decorrente de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio de menor, além de responder por organização criminosa, corrupção de menores e maus-tratos a animais. Todo o processo judicial está diretamente relacionado à morte de Lívia Cioca Ferreira, de 13 anos, caso que motivou a Polícia Civil a aprofundar as investigações sobre a atuação de grupos virtuais nocivos voltados ao público infantojuvenil.

No pedido apresentado ao Tribunal, a defesa de José Armando argumentou que não estariam presentes os requisitos legais necessários para a manutenção da sua prisão preventiva. Os advogados solicitaram a revogação da custódia ou, alternativamente, a aplicação de medidas cautelares menos severas. No entanto, os argumentos da defesa não convenceram os desembargadores da corte estadual.

De acordo com o acórdão divulgado, a investigação policial reuniu elementos robustos que vinculam diretamente o suspeito à administração de um servidor virtual. Esse espaço digital era utilizado para recrutar os adolescentes e submetê-los às situações de extrema violência. O TJMS destacou ainda a suposta posição de comando exercida por ele dentro da rede criminosa e a atuação coordenada através da internet.

Para o relator do caso, desembargador Waldir Marques, os indícios recolhidos até o momento apontam para um risco concreto de repetição dos crimes, o que justifica a manutenção da prisão preventiva para a garantia da ordem pública. O colegiado também considerou que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes diante da gravidade e do modus operandi atribuído ao paciente.

O processo teve origem na investigação aberta após o falecimento da adolescente Lívia, que veio a óbito durante uma transmissão ao vivo pela internet. Enquanto o processo principal tramita, cinco adolescentes investigados por ligação com o grupo seguem em liberdade condicional, cumprindo determinações judiciais como acompanhamento psicológico e psiquiátrico obrigatório, além de restrições de acesso à internet.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano