O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, publicou nesta quarta-feira (7) um vídeo em formato selfie no qual convoca apoiadores a saírem às ruas. A gravação marca uma inflexão na comunicação digital da campanha petista após o primeiro turno da eleição, cenário em que o titular do Executivo terminou a etapa inicial atrás de Flávio Bolsonaro.
Até o momento dessa publicação, o presidente ainda não havia adotado esse formato dinâmico em suas redes sociais. No registro audiovisual, ele aparece segurando o próprio celular, vestindo uma camisa social azul, e profere o chamado “bora, gente, pra rua”, estimulando os eleitores a engajarem em conversas diretas com a população.
Dirigindo-se publicamente a quem defende a educação, a democracia e a busca por melhores condições de vida ou emprego qualificado, Lula reforçou a necessidade de mobilização popular para barrar o que classifica como um retrocesso para o país. A legenda da postagem destaca a energia necessária para vencer a disputa no segundo turno.
A divulgação do material ocorreu paralelamente a declarações internas feitas por Lula a aliados em Brasília, nas quais classificou a campanha do primeiro turno como a menos organizada de sua trajetória desde 1989. O desabafo, direcionado à militância, acabou sendo transmitido por acidente através do canal oficial do PT no YouTube.
A equipe de comunicação da campanha, liderada pelo ministro da Secom, Sidônio Palmeira, e pelo coordenador Edinho Silva, tem enfrentado pressões e críticas internas. Aliados vinham cobrando uma exposição mais ostensiva e direta do presidente nas redes sociais, estratégia que avaliam ter gerado resultados positivos em disputas nos palanques estaduais.
Defensores dessa renovação na linguagem digital apontam que a comunicação tradicional já não atinge o eleitorado da mesma forma. O deputado federal André Janones, reeleito em Minas Gerais, tem defendido produções mais simplificadas com celular e assumido iniciativas por conta própria, como a expansão de canais de mobilização digital no WhatsApp para ampliar o alcance da militância petista.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
