
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul apresentou denúncia contra um homem acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente. Os abusos teriam ocorrido entre os 7 e os 11 anos de idade, período em que a vítima passava noites na residência de uma amiga, cujo pai era o investigado. O caso veio à tona em 17 de agosto de 2026.
Descoberta e investigação policial
A situação foi descoberta após o pai encontrar uma carta escrita pela filha, na qual ela relatava que um indivíduo presente no convívio familiar havia cometido violência contra ela. O pai suspeitou de um antigo vizinho e registrou ocorrência na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), em Campo Grande. Antes de ler o bilhete, o pai já havia notado mudanças no comportamento da adolescente, que passou a se isolar e a evitar a casa da colega.
Laudo pericial e medidas protetivas
Durante a investigação, a vítima prestou depoimento à perícia e relatou que os atos ocorriam na ausência da mãe da amiga. O exame realizado pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) apontou ruptura do hímen e indicou compatibilidade com a conjunção carnal investigada, embora o laudo não tenha podido confirmar o emprego de violência devido ao tempo transcorrido. A Justiça determinou medidas protetivas que proíbem o investigado de se aproximar a menos de 300 metros da adolescente e de seus familiares, além de vetar qualquer tipo de contato.
Posição da defesa
O processo tramita em sigilo de Justiça e ainda aguarda análise do recebimento da denúncia, não havendo condenação até o momento. Procurado, o advogado Dijalma Mazali afirmou que o cliente nega o crime e declarou convicção na inocência após analisar mensagens, fotografias e documentos.
