O Ministério da Saúde está implementando uma estratégia de regionalização para preparar o Sistema Único de Saúde (SUS) contra os impactos da crise climática e do fenômeno El Niño. Com foco na ciência e nas particularidades territoriais, a pasta investirá R$ 3,2 milhões em uma base permanente da Força Nacional do SUS (FN-SUS) localizada em Campo Grande, com o objetivo de atender toda a região Centro-Oeste.
A iniciativa tem como principal finalidade agilizar a resposta a desastres, como secas, estiagens, ondas de calor e incêndios florestais, garantindo assistência médica, equipamentos e insumos essenciais às populações vulneráveis em um prazo de até 12 horas. A previsão é que a nova unidade na Capital comece a funcionar em novembro deste ano.
No Centro-Oeste, o cenário esperado com o El Niño reúne a ausência de chuvas, calor intenso e elevado risco de queimadas. Entre os principais impactos previstos sobre a saúde pública estão o estresse térmico, o agravamento de problemas cardiorrespiratórios provocados pela fumaça, riscos de acidentes durante o manejo do fogo e dificuldades no acesso à água potável.
A unidade permanente contará com equipes de prontidão e poderá mobilizar Equipes de Resposta Rápida e módulos adicionais dimensionados conforme a magnitude de cada ocorrência. O Ministério da Saúde avalia que Campo Grande possui uma localização estratégica para apoiar respostas a epidemias, surtos, eventos climáticos extremos e situações que comprometam o funcionamento dos serviços essenciais de saúde.
A instalação da base em Mato Grosso do Sul integra a expansão nacional da FN-SUS, que prevê a abertura de nove bases em todo o país em 2026. Além de aproximar profissionais e estruturas como hospitais de campanha e drones dos locais atingidos, a presença permanente das equipes visa estreitar o contato com gestores estaduais e municipais para mapear as vulnerabilidades locais.
Para definir as prioridades e mitigar os danos à população, o Ministério da Saúde baseia sua atuação em critérios rigorosos que incluem cenários climáticos, histórico de exposição a desastres ambientais e a capacidade de resposta dos serviços de saúde locais, buscando agir não apenas durante as crises, mas também na prevenção prévia.
Fonte: www.campograndenews.com.br
