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Ex-presidente chilena Michelle Bachelet desiste de candidatura à Secretaria-Geral da ONU

Apoiada pelo Brasil e pelo México, a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet anunciou neste sábado (19) a desistência de sua postulação ao comando das Nações Unidas.

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Ex-presidente chilena Michelle Bachelet desiste de candidatura à Secretaria-Geral da ONU

A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet anunciou neste sábado (19) que decidiu retirar sua candidatura ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A postulante contava com o respaldo oficial do governo brasileiro e do México, mas enfrentava um cenário desfavorável e sem chances reais de vitória na corrida pelo comando da instituição global.

Em um pronunciamento divulgado por meio de um vídeo em sua conta oficial no Instagram, Bachelet justificou a decisão diante do atual cenário político internacional. Segundo ela, existem fortes resistências globais contra princípios fundamentais como o multilateralismo, o direito internacional, o combate às mudanças climáticas, a democracia e os direitos humanos.

A ex-mandatária chilena destacou que, apesar de remar contra a maré desde o início do processo, avaliava como oportuna a tentativa de erguer a voz em defesa desses valores. Ela declarou publicamente que não carrega arrependimentos por ter assumido o desafio e agradeceu o apoio formal recebido dos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do México, Claudia Sheinbaum.

O enfraquecimento da campanha ficou evidente após rodadas de consultas no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Para que um nome avance à Assembleia-Geral, é exigida a aprovação do órgão sem nenhum veto por parte dos integrantes permanentes, grupo formado por Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China.

Analistas que acompanhavam a disputa indicavam que a candidatura de Bachelet sofria riscos expressivos de veto. Washington poderia barrar o nome devido à gestão de Donald Trump, enquanto Pequim demonstrava reservas por causa de um relatório elaborado por ela que apontava violações de direitos humanos contra a minoria uigur na China.

Em uma pesquisa secreta recente realizada entre os 15 membros do Conselho de Segurança, a chilena obteve apenas um voto de apoio, três abstenções e 11 manifestações contrárias à sua campanha. Com a saída de Bachelet, a disputa pela liderança da organização segue concentrada entre Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica, e Carolyn Rodrigues Birkett, representante da Guiana.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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