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Preço do petróleo dispara após Trump rejeitar oferta iraniana de trégua

Cotações do petróleo avançam com força nos mercados asiáticos nesta segunda-feira (28) após o presidente dos EUA rejeitar proposta de cessar-fogo apresentada pelo Irã na ONU.

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Preço do petróleo dispara após Trump rejeitar oferta iraniana de trégua

Os preços internacionais do petróleo registraram uma forte disparada nesta segunda-feira (28) durante as negociações nos mercados asiáticos, impulsionados pela decisão do governo dos Estados Unidos em relação ao cenário geopolítico atual no Oriente Médio.

O avanço, que superou a marca de 3% no contrato de referência Brent, ocorreu logo após o presidente americano, Donald Trump, recusar de forma categórica uma proposta de trégua de sete dias apresentada pelo Irã.

A oferta iraniana havia sido protocolada na semana passada junto à Organização das Nações Unidas (ONU). O plano previa não apenas o encerramento temporário das hostilidades, mas também a reabertura do estratégico Estreito de Hormuz, medida essencial para restabelecer o fluxo global de suprimentos energéticos.

Apesar de o mercado ter apresentado um alívio momentâneo e queda nas cotações logo após a sinalização da proposta, a recusa imediata de Trump reverteu o cenário. O mandatário estadunidense justificou a negativa afirmando que os iranianos buscam um entendimento, mas que os termos não atendem às exigências de Washington.

Como reflexo imediato dessa turbulência geopolítica, o barril do Brent do Mar do Norte subiu 3,1%, atingindo a faixa de 107,51 dólares. No mesmo sentido, o equivalente norte-americano, o West Texas Intermediate (WTI), registrou alta de 2,1%, cotado a 94,32 dólares o barril.

Especialistas apontam que o Estreito de Hormuz permanece como um gargalo crucial para o escoamento de combustíveis oriundos dos países do Golfo, estando praticamente paralisado desde o início do conflito no final de fevereiro. A situação logística do setor energético global continua pressionada, agravada ainda pelo bloqueio do Estreito de Bab el-Mandeb por rebeldes houthis no Iêmen, o que afeta diretamente as exportações de petróleo da Arábia Saudita.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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