Na reta final antes do primeiro turno da disputa presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, adotou uma estratégia ofensiva com o anúncio de medidas de impacto social e econômico. Entre as ações estão o reajuste do Bolsa Família, a promessa de distribuição de canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e um decreto para o fim das bets, iniciativas voltadas especialmente para atrair o eleitorado feminino e o público evangélico.
Por sua vez, o principal adversário de Lula nas urnas, Flávio Bolsonaro, aposta na estratégia do voto útil nesta fase derradeira da campanha. A campanha do candidato do PL conta com a eventual migração de votos de eleitores de outros concorrentes, como Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Romeu Zema, para tentar garantir a vitória já no primeiro turno da eleição.
Análises de cenário apontam que existe um contingente expressivo de eleitores indecisos, concentrados principalmente entre as mulheres e nos estados das regiões Sudeste e Sul. É exatamente esse grupo que se tornou o principal alvo da disputa acirrada travada pelos dois principais candidatos nesta última semana de campanha, considerando que ambos chegam empatados à reta final.
Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, embora haja estabilidade no resultado consolidado das pesquisas de intenção de voto, ocorrem movimentações intensas por dentro dos levantamentos. Para o especialista, o candidato que conseguir emplacar a melhor mensagem conseguirá cruzar a linha de chegada na frente na disputa do primeiro turno.
Além da disputa nos palcos e ruas, Felipe Nunes ressalta que o último grande fator decisivo será o debate da TV Globo, marcado para a próxima quinta-feira (1º). Após Flávio Bolsonaro confirmar sua presença no confronto, a equipe de assessores de Lula avaliava a participação, embora a confirmação do adversário deva forçar a presença do atual presidente.
Este encontro televisivo representará o primeiro confronto direto entre os dois principais postulantes ao cargo ao longo de toda a campanha eleitoral. O evento é visto por analistas e campanhas como o elemento mais provável para definir o voto dos eleitores que ainda se mantêm indecisos nesta semana decisiva.
Fonte: g1.globo.com
